terça-feira, 28 de setembro de 2010

Um dos jogos mais emocionantes da história


Final de semana agitadíssimo com comemoração do meu aniversário (23 primaveras) que incluiu apresentação dos alunos do projeto Abrindo Horizontes nas festividades do aniversário da Casa de Cultura Mário Quintana, mais um reencontro alcalóide (André, Guto, Julia, Ramiro e eu relembramos pelo menos umas quinze músicas dos alca, e ainda ficou um monte coisa de fora por falta de tempo) e um trago básico na Cidade Baixa pra fechar a noite. Mas ainda tinha o domingo, pra fechar com chave de ouro. E me mandei pro Gigante da Beira-Rio.

Meu pai, o cunhado dele e o filho, meu irmão mais novo e eu fomos assistir Internacional e Corinthians duelarem em um dos jogos mais emocionantes da história do futebol. Daqueles de ficar na memória, que a gente conta pros filhos e depois pros netos. Já fico me imaginando daqui a alguns anos, contando como foi, como se estivesse narrando quase ao vivo os acontecimentos daquela tarde.

“Pois então, _________ (inserir aqui nome do(a) filho(a)). No dia 26 de setembro de 2010, teu pai presenciou um dos melhores jogos de todos os tempos. Nosso Inter tem um histórico de rivalidade com o Corinthians desde 1976, quando vencemos o Brasileirão em cima deles. Na campanha do nosso título da Copa do Brasil em 1992, passamos por eles em uma das fases, com goleada de 4 a 0 em pleno Pacaembu, acredita? Pois em 2005, nos roubaram um título brasileiro. Uma história triste que prefiro nem contar com detalhes agora, mas o título ficou com eles. E em 2009, nos venceram uma Copa do Brasil dentro do nosso estádio. Eu estive lá, fiquei triste, mas sabia que o futuro reservava boas coisas pro nosso Colorado.

Antes deste 26 de setembro de 2010, havíamos conquistado grandes títulos que incluíam 39 Gauchões, 3 Brasileiros, 1 Copa do Brasil, 1 Recopa Sul-Americana, 1 Copa Sul-Americana, 2 Libertadores e 1 Mundial. Houve muitas partidas épicas. Esta, contra nossos rivais paulistas, não era final de campeonato nem mata-mata. Mas foi jogada e assistida como se fosse. Cheguei ao Beira-Rio faltando pouco mais de uma hora para o início da partida. Instalei-me na arquibancada inferior, perto da mureta, no canto direito das cabines de imprensa, ao lado das torcidas coloradas Camisa 12 e Guarda Popular – que infelizmente, não se entendem. Cada uma canta uma música diferente. Talvez um dia ambas resolvam deixar as diferenças de lado e cantar juntas apenas em prol do Internacional. Antes do jogo, os goleiros entraram em campo para aquecer. Aplausos e gritos de incentivo para o titular Renan e o reserva de luxo, o argentino multi-campeão e pé-quente Pato Abbondanzieri, além do nosso eterno goleirão, o treinador de goleiros Clemer, que neste dia foi condecorado cidadão honorário de Porto Alegre, por serviços prestados à comunidade. E que serviços!

Enfim, os times e o trio de arbitragem entram em campo. Festa para o Rolo Compressor. Vaias antecipadas para o juiz e o time paulista. Quando o alto-falante e o telão anunciam as escalações, aplausos e gritos para todo o time colorado e o técnico Celso Roth. Vaias no anúncio do time do Corinthians – com exceção do Iarley, outra grande figura dos nossos títulos de 2006 e 2007 – e muuuitas vaias pro técnico Adílson Baptista. Hinos no alto-falante – e uma certa vergonha alheia pelo fato de a torcida atropelar o hino nacional cantando o hino rio-grandense. Sou gaúcho e colorado, mas também sou brasileiro. Enfim...


Começa o jogo. Disputado. O Inter melhor, mas o Corinthians é abusado. Depois de alguns lançamentos de perigo e alguns impedimentos, nosso meio-campo acerta o toque e o passo. Tabela rápida entre D’Alessandro e Tinga e o predador colorado adentra a área corintiana livre, dá um toquinho rasteiro e a galera vai à loucura. Gol do Inter! 1 a 0. Logo, má notícia. Tinga sentiu dor muscular e teve que sair do jogo. Edu, que vinha tentando se firmar no time, entrou. E, ao contrário de tantas outras atuações apagadas, buscou jogo junto a D’Alessandro, Giuliano e os laterais Nei e Kleber. O Inter seguia jogando bem, mas começou a dar espaços pro Corinthians, que assustou em chutes de Jorge Henrique – boa defesa de Renan – e Bruno César – cobrança de falta no travessão. Termina o primeiro tempo.

Segundo tempo. Nervoso, mas com o Inter buscando jogo. Leandro Damião, que ainda não havia participado muito da partida, arriscou uma lambretinha pra cima do jogador da Seleção Jucilei. A jogada não deu em nada, mas levantou a torcida. Até Guiñazu, nosso guerreiro, que nunca chuta a gol, quase meteu um golaço de fora da área, sendo muito aplaudido. Lá pelas tantas, nosso volante, Glaydson, que mesmo não sendo craque nem ídolo vinha jogando bem, falhou. Comeu mosca com a bola nos pés no meio de campo, três corintianos deram o bote e lhe roubaram a bola. No contra-ataque, Jorge Henrique recebeu um passe açucarado pelo alto e tocou com estilo, sem chances pro Renan. Belo gol. 1 a 1. Aliás, esse cara tem histórico de fazer gol no Inter. Tá loco... Nervos à flor da pele, torcida adversária se empolgando, torcida da casa cantando e incentivando o time. O Corinthians quase vira, mas Bruno César manda a bola na trave outra vez. Percebendo as dificuldades pela qual passávamos, nosso técnico Celso Roth muda o time. Tira Leandro Damião – que, apesar de ter jogado bem a maioria dos jogos em que foi titular, neste dia estava sem inspiração – e bota Alecsandro, que voltava depois de 45 dias parado por lesão muscular. Tira também Giuliano – outro grande jogador colorado que não estava conseguindo contribuir tanto quanto poderia – e põe Andrezinho, que tem histórico de decidir jogos no segundo tempo.


E não é que deu certo? O Andrezinho fez um cruzamento meia-boca, mas que o zagueiro adversário cortou torto e cedeu escanteio. No desenrolar do lance seguinte, D’Alessandro chamou os corintianos pro baile e mandou um cruzamento cirúrgico na área, que ninguém alcançou, exceto ele: Alecsandro. De peixinho, o artilheiro, tantas vezes contestado, venceu o goleiro Júlio César. Gol do Inter! 2 a 1. Festa na arquibancada. Logo em seguida, o centroavante quase ampliou, mas o goleiro deles tava ligado e salvou. No final da jogada, Edu, de voleio, por pouco não marcou um golaço. Torcida empolgada.

O jogo se encaminhava extremamente tenso pro final. O Corinthians pressionava, o Inter não conseguia tranqüilizar o toque de bola. Agora, uma coisa eu não entendo. Gente que sai do estádio antes do fim, com o placar indefinido. A não ser que haja um bom motivo, pagar ingresso e sair do jogo sem ver o final é um desperdício. E tinha gente saindo. Até me lembrei do grito clássico: “já vai, secador?!” Pois estas pessoas que saíram antes dos 45 minutos perderam um final antológico de um grande jogo.

43 minutos. Bolo na área do Inter. O Renan tenta buscar a bola no meio do entrevero. Não consegue. Paulo André cabeceia. A bola vai em direção ao gol. Até que... Nei, nosso lateral-direito que vinha jogando muito bem, num lance de desespero, fez uma defesa fantástica com a mão, tocando a bola pra fora. Mas, como ele não é goleiro, mão na bola dentro da área é pênalti. O juiz expulsou o cara, que saiu aplaudido pela massa colorada. Tensão no Beira-Rio. A torcida grita “Renan! Renan!”. Bruno César vai pra bola...e acerta. Gol do Corinthians. 2 a 2 aos 45 minutos do segundo tempo. Mãos na cabeça. E agora? Não acredito que não vamos conseguir vencer deles, comentei com meu pai. Mas, como dizem por aí, só acaba quando termina...


O juiz dá mais 4 minutos de acréscimo. O Corinthians vai pra cima. Renan segura a bola e manda pro ataque. É a nossa chance. Alecsandro faz grande jogada, dando chapéu no William e tirando Paulo André do lance, que o acerta com um chute criminoso na entrada da área. Falta clara. O juiz marca, e expulsa o infrator corintiano. Andrezinho e D’Alessandro vão pra bola, e a torcida grita “Vamo, vamo Inter”, como em 2006. Tudo parece parar nesse momento. Um segundo, uma bola que desvia no meio do caminho, uma trave que encosta a dita cuja pro fundo da rede. Um goleiro desolado. Uma torcida enlouquecida. Um jogador que definitivamente é o herói dos momentos finais. Andrezinho: Gol do Inter!!! 3 a 2, no último lance do jogo. Nunca vibrei tanto em um gol que não fosse de título. O jogo acabou logo em seguida e parecia que havíamos ganho um campeonato. Na verdade, ganhamos. O campeonato da honra, a vitória brava, suada e merecida, de um time que nunca desiste, e, apoiado por uma torcida apaixonada, luta até o fim. Um jogo pra ficar na história.”

Fotos por Alexandre Lops - http://www.internacional.com.br
Montagem por Thalis Neckel Miguel

Melhores momentos do jogo na Globo: http://www.youtube.com/watch?v=v63AikbT8Dg

Abraços!
Thalisustenido


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cinema, política e religião - polêmica à vista


Acabo de ler a notícia de que o filme “Lula – O Filho do Brasil” será o representante brasileiro por uma vaga entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2011. Nas últimas semanas, uma pesquisa popular no site do MinC (Ministério da Cultura) mostrava o filme “Nosso Lar” (adaptação cinematográfica para o famoso livro de Chico Xavier, lançado recentemente nos cinemas de todo o país, que vem fazendo sucesso estrondoso) disparado em primeiro lugar segundo a opinião pública. Em segundo lugar aparecia “Chico Xavier – O Filme” (biografia do médium, outro grande sucesso de bilheteria), e em terceiro lugar o filme “Antes Que o Mundo Acabe” (um orgulho pra mim como aluno da Ângela Gonzaga, que fez a preparação dos atores – sucesso, hein, Ângela!). O resultado final da pesquisa ainda não foi divulgado, mas no dia em que vi o andamento das votações, o filme que conta a história do nosso presidente estava em uma longínqua posição. A notícia de que “Lula – O Filho do Brasil” poderá concorrer ao Oscar vem gerando grande discussão pela internet e na rua. Muitas pessoas dizem que “Nosso Lar” é infinitamente superior a “Lula”, e que tudo se trata simplesmente de politicagem. Outras pessoas acusam estas pessoas de serem “anti-PT”, e o filme é excelente, conta uma história real que merece ser divulgada mundo afora e merece estar na disputa pelo Oscar. Bom, vamos por partes.

Acho difícil que esta escolha tenha sido uma manobra puramente política, mas também não ponho minha mão no fogo pelos integrantes da comissão que elegeu o filme. Assisti o “Nosso Lar”, é um filme incrível, a história é realmente emocionante e nos leva a sempre pertinente reflexão sobre o nosso papel na Terra e o que fazemos com nossa vida. Sou adepto-simpatizante da doutrina espírita, mas sei de muito ateu por aí que achou o filme nota dez também. Infelizmente não assisti ainda ao filme do Lula, gostaria muito de ver. Sempre fui fascinado pela história de vida dele, e durante muito tempo me considerei petista roxo, daqueles que acreditam piamente no partido e até enchem o saco dos outros com isso. Já me meti em muito bate-boca para defender o Lula. Desiludi-me com a política após ver petistas até então de respeito, metidos em casos de corrupção nos últimos anos. Continuo admirando o nosso presidente pela sua ótima gestão que está quase chegando ao final. Não acho que foi um governo perfeito, mas muita coisa boa foi feita. E, partidarismos à parte, a história de luta que cerca a vida de Luis Inácio é mesmo impactante.


Muita gente se baseia em sucesso de bilheteria para medir a qualidade de um filme. Como admirador da sétima arte, eu discordo plenamente. Existem filmes excelentes que não são recordes de bilheteria, não são considerados “clássicos” e nem ganharam Oscar. De cabeça, posso citar pelo menos uns três aqui: “Huckabees – A Vida é uma Comédia”, “Coisas Belas e Sujas” e “Saneamento Básico”. Outros fatos relevantes: é no Brasil que a doutrina espírita tem sua maior parcela de adeptos e simpatizantes. Chico Xavier é uma das pessoas mais queridas da História brasileira – talvez até da História mundial. O livro “Nosso Lar” é o maior sucesso da bibliografia de Chico Xavier, muita gente sempre sonhou em ver essa história no cinema. Provavelmente, pela primeira vez no cinema brasileiro, temos um filme tão bem produzido em termos de cenário. A tecnologia utilizada em “Nosso Lar” é digna de um filme hollywoodiano. Juntando-se todos esses elementos, era evidente que o filme seria um sucesso estrondoso. Outra coisa: não se vê por aí protestos contra a doutrina espírita, não há nenhuma polêmica degradante como as que costumamos ver por aí que envolvem outras religiões: casos de padres pedófilos, pastores evangélicos que desviam dinheiro, etc. Não cabe aqui dizer qual crença é “a certa”. Eu creio no respeito a todos, e que cada um se sinta bem acreditando naquilo que lhe faz bem.

No caso da política, é um campo que já está saturado há muito tempo. O brasileiro já é traumatizado nesse quesito. A corrupção existe a tanto tempo, que nunca haverá um político que seja unanimidade por aqui. O governo do presidente Lula e a sua pessoa têm alto índice de aprovação da população brasileira. Porém, a insatisfação de muitos brasileiros com questões aqui e ali (convenhamos, o ser humano é individualista por natureza, pode estar tudo bem, mas se algo na sua vida pessoal ou profissional não estiver bem, a culpa é do governo!), somada a seguidos escândalos de corrupção envolvendo diversos partidos (tanto do governo quanto da oposição), uma imprensa de direita que bate no Lula desde a década de 1980, ajudou a frear a popularidade do filme sobre a biografia do presidente. Política e cinema é uma união sempre polêmica. Podiam fazer filmes sobre Leonel Brizola, Getúlio Vargas, Fernando Collor, Roberto Jefferson, Alceu Collares, Tarso Genro, Severino Cavalcante, ACM, etc. Independente da história, seria polêmico de qualquer jeito. A Globo ter feito minisséries sobre a Revolução Farroupilha e o presidente Juscelino Kubitschek já gerou discussão por aí, não seria diferente com Lula.

Não tenho como analisar e fazer uma comparação entre os dois filmes, pois não assisti a “Lula – O Filho do Brasil”. Porém, se deixarmos preferências religiosas e políticas de lado, temos duas belas histórias reais contadas na tela. Da mesma maneira que muita gente deixou a preferência musical de lado, assistiu “Dois Filhos de Francisco” e achou legal. Eu achei ótimo o filme, mesmo não sendo fã da dupla Zezé di Camargo e Luciano.

Sei que é difícil opinar sobre um assunto de forma totalmente imparcial, mas é importante não tentarmos enfiar goela abaixo dos outros nossa opinião. Se tanto um filme quanto o outro merecem estar na disputa pelo Oscar, não há tanto assim o que discutir. Podemos nos mirar nos bons exemplos dos protagonistas dos dois filmes e procurar ter atitudes que melhorem nosso bem-estar e das pessoas a nossa volta. Se há pontos negativos na história de André Luiz e Lula, façamos a reflexão sobre o que podemos fazer diferente. O importante mesmo é ser feliz – e permitir e aceitar que os outros também sejam, não importa a crença, preferência política, filosofia de vida, opção sexual, gosto musical, etc. O respeito, a reflexão e o livre-arbítrio são realmente fundamentais.

Abraços,
Thalis

Realizando mais um sonho

Muito bom dia!


Hoje estarei realizando um sonho que tenho desde que eu tinha, sei lá, uns 15 anos de idade: assistir a um show do Toy Dolls. Pra quem não sabe, o Toy Dolls é uma banda de punk rock inglesa que existe desde 1979. Diversos músicos já passaram pela banda, sendo que o único integrante da formação original que está até hoje na banda é o vocalista e guitarrista Michael Algar, mais conhecido como Olga. Pode-se dizer, sem medo de falar besteira, que o Olga revolucionou a música punk, com um estilo de cantar bastante peculiar e uma técnica impressionante na guitarra. Na minha singela opinião, ele é um dos maiores guitarristas da história do rock n' roll. O cara toca muito mesmo e ao vivo a performance é ainda mais impressionante - e digo isso baseado apenas em vídeos que assisti e no depoimento de quem já viu a banda ao vivo. Quem ouve e vê de primeira, pensa que a banda é uma palhaçada, mas os caras levam realmente a sério aquilo que fazem, e, podem acreditar, as letras não são um monte de bobagens. Na verdade, esse é outro lance que eu acho incrivelmente bacana no Toy Dolls: eles cantam histórias e falam sobre temas cotidianos e muitas vezes coisas sérias, mas de um jeito tão descontraído, com uma levada empolgante, que só dá vontade de dançar (pogar*, no caso) e cantar junto. Baita banda! É hoje!
*pogo: dança punk, que consiste em jogar os braços e pernas pra frente e pra trás, como se estivesse chutando algo. Dá pra dançar sozinho e em grupo, nas chamadas rodas punk (sempre tem um engraçadinho metido a violento que acha que é só sair batendo em todo mundo, mas o lance não é esse!).

Daí eu fiquei pensando: quantas e quantas vezes eu já não desembolsei uma grana pra realizar o sonho de ver uma banda ao vivo? Assim, de cabeça, me lembro do show do Red Hot Chili Peppers no Gigantinho em 2002, Sepultura (três vezes, 2002, 2003 e 2004 se não me engano), Raimundos (três vezes também, 2002, 2009 e 2010), Tequila Baby (vááárias vezes entre 2002 e 2009), Replicantes (váárias vezes também entre 2003 e 2009), NOFX (duas vezes no Pepsi On Stage, 2006 e 2010), Metallica (2010, no parque da lama heheuehe), Faith No More no Pepsi On Stage em 2009, Mukeka Di Rato (umas quatro vezes), Titãs (2001 no Gigantinho e 2009 em Muçum), Cascavelletes na Fiergs em 2007, Mutantes no Bourbon Country em 2010, Iron Maiden no Gigantinho em 2008. Bah, fora os shows que trabalhei com um sorrisão no rosto: Buzzcocks no Opinião em 2007 (como roadie d'Os ToRto), e abertura dos shows do Circle Jerks e do Mukeka Di Rato com a Tommis Atacantes em 2009. Olha, deve ter mais mas agora não me lembro. Com certeza vale a pena fazer um esforço pra presenciar ao vivo o que já é legal ver na telinha. É a mesma coisa no futebol. Prefiro muito mais ir ao Beira-Rio ver meu Colorado jogar do que ver na TV ou (haja coração) ouvir no rádio. Foi até por isso que eu me associei ano passado, pra não perder os jogos decisivos. Mas isso é assunto pra outro momento...

Bom, pra quem não conhece o Toy Dolls vão aí alguns vídeos. Pra quem conhece e vai no show, vale o aquecimento.

Dig That Groove Baby

Nellie The Elephant

Glenda & The Test Tube Baby [Live in 1984] 

Drooling Banjos (esse é GENIAL!!)

Fisticuffs In Frederick Street (Ao Vivo no João Gordo 2006)

Abraços, e até mais!
Thalisustenido

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Abrindo os trabalhos

Eita nóis! Novo espaço então para divagar - sobre qualquer assunto que me venha à cabeça - e divulgar - textos, bandas, músicas, eventos, ideias, etc.

Pois bem. Na semana do meu aniversário, estou arquitetando uma nova reunião dos Alcalóides. Sim, os Alcalóides! Para quem nunca ouviu falar, um breve resumo (quem já conhece e não faz questão de ler a história da banda, pode ir direto para o último parágrafo):

 Os Alcalóides nasceram em 1998, tendo em sua formação original a vocalista e atriz Julia Barth, os guitarristas e canários Gustavo Herscovitz e Ramiro Calheiros, o baixista e também canário André Van Krause e o super baterista Rafael Heck. Com uma mistura de punk rock com ska, jazz, psicodelia, bossa nova, hardcore, dodecafonismo e o que mais surgisse de ideias, Os Alcaloides iniciaram sua trajetória no Cap em Show, festival anual de bandas do Colégio Aplicação, onde Julia e Ramiro estudavam. Com cerca de 20 músicas compostas - e executadas ao vivo - e outras 40 em andamento, o talentoso grupo realizou shows em diversas casas de show de Porto Alegre e arredores, como Garagem Hermética, Área 51, Araújo Viana, Teatro de Elis, Ocidente, Dr. Jekyll, e por aí vai. Participaram das coletâneas Sons e Tons e Garagem Hermética Punk Hits, com clássicos como "Aonde Estão os Dead Kennedys?".

Em 2002, o baixista André deixou a banda, e foi substituído por Eduardo "Tatata" Vargas, ex-Stratopumas. Em 2003, a banda gravou seu primeiro disco, com produção de Thomas Dreher e Frank Jorge. Esse disco, apesar de ter sido concluído, nunca foi lançado, pois em 2004 a banda encerrou suas atividades. Julia foi se dedicar à carreira de atriz, Guto à sua banda Os ToRto (onde é baixista e vocalista até hoje), Ramiro se afastou da música e foi buscar novos ares, André estava tocando na Dexter Sinister, Tatata foi morar em São Paulo e Rafael, que tocava n'Os ToRto, foi tocar na Tequila Baby.

Em 2005, numa aparição surpresa, com Davi Pacote (baterista substituto do Rafa n'Os ToRto) e Pedro Petracco (então na Dexter Sinister, hoje nos Cartolas) se revezando na bateria, André, Julia e Guto se reuniram para tocar alguns sons dos Alcalóides no aniversário da Julia no Ocidente. No final do mesmo ano, após dois shows cover de Dead Kennedys realizados com Thalis Miguel (eu mesmo, então baterista da RIP 44), o trio decidiu voltar com os Alcalóides. Thalis foi efetivado na bateria, e os Alcalóides, agora como um quarteto, voltaram às atividades, realizando shows no Dr. Jekyll, Beco, Mosh, entre outros lugares. Em 2007, a banda iniciou a gravação de um novo cd, que até agora não foi concluído.

Em 2008 entrou para a banda a guitarrista Kellen Z (também vocalista da Dexter Sinister), e no ano de comemoração dos dez anos de Alcalóides, a banda realizou diversos shows, em festivais como B.I.L., Gig Rock e Morrostock. Porém, em 2009 a banda parou novamente, entrando em estado de hibernação. Cada um seguiu seu caminho: Julia como vocalista dos Replicantes, Guto como professor de História e eterno ToRto, André como bancário e baixista dos Fantomáticos, Thalis como estudante, baterista da Chespiritos e guitarrista da Tommis Atacantes e Kellen como estudante e designer.


Pois bem, 2010 chegou, e com ele a vontade de relembrar os bons tempos. No aniversário do Guto, no primeiro semestre, a banda realizou uma reunião com quase todos os integrantes que já passaram pela banda, menos a Kellen que não pôde ir. Tocamos durante quatro horas em estúdio, revezando os integrantes e se divertindo como há tempos não acontecia. Essa semana, no meu aniversário, realizaremos uma nova reunião. Alguns já confirmaram, outros ainda não. Mas a ideia é, se não é possível voltar de vez com a banda, podemos de vez em quando relembrar esse grupo maravilhoso que é Os Alcalóides. E, podem ter certeza, uma hora dessas vai rolar um show, seja lá qual for a formação.

Vídeos da banda (procure mais no You Tube que tem):

Novíssima Rebelde (clipe, 2008): http://www.youtube.com/watch?v=RTozbYaJmP4

Cafeína (Papo Clip, na TVCom, 2008): http://www.youtube.com/watch?v=AeTYdzPfGJU

Os Parafusos Não São Legais (Radar, na TVE, 2008): http://www.youtube.com/watch?v=mbXI99FYVNQ&feature=related


Abraços!
Thalisustenido