Pois bem, o primeiro post deste blog foi sobre os Alcalóides. Banda que existe desde 1998, mudou de formação algumas vezes, toco nela desde 2005, parará parará aquela história já contada algumas vezes na vida. Daí que, depois de dois anos sem fazer um show sequer, a banda vai tocar de novo hoje à noite, no Garagem Hermética.
Novembro de 2008: Os Alcalóides, então formados por Julia Barth (vocal), Gustavo Herscovitz (guitarra e voz), André Van Krause (baixo e voz), Thalis Miguel (bateria) e Kellen Z (guitarra e voz), fizeram um baita show no festival Gig Rock, tocando antes da Mallu Magalhães. Era ano de comemoração aos 10 anos de banda, fizemos um monte de shows legais e estávamos tocando várias músicas novas que se misturavam às antigas no repertório como elementos químicos em uma experiência maluca, bem coisa alcalóide mesmo. Infelizmente depois disso, as coisas não se seguiram como o esperado, obviamente não cabe a ninguém apontar quem ou o quê foi culpado pelo recesso da banda, até porque foi algo que aconteceu naturalmente, não houve culpa. Quis o destino que mais uma vez, os Alcalóides entrassem em estado de hibernação.
Em 2009, a banda não fez nada, e cada um seguiu seu caminho. Em 2010, como já contei no post sobre a banda, houve um reencontro muito bacana no aniversário do Guto, reunindo toda a formação original, além de integrantes que chegaram depois na banda, como o Tatata e eu, além do Vico, irmão do Ramiro que já tocou guitarra num show uma vez - o único show que o Guto não pôde fazer, em 2003 ou 2004 se não me engano. 4 horas de ensaio, muita bagunça e diversão com quase todas as músicas da banda tocadas além de outras covers resgatadas do baú alcalóide. O Ramiro meteu a pilha de fazermos um show no fim do ano, pra comemorar os 12 anos de banda. Ficou a ideia, engavetada a princípio, mas pronta pra sair do papel a qualquer momento, só esperando algum integrante se manifestar. Aproveitei meu aniversário como motivo para reunir o povo outra vez: desta vez foi um ensaio menor, 2 horas, tendo na formação os originais Julia, Guto, André e Ramiro e eu na bateria. Beeeem afudê. Novamente, veio à tona o assunto do show, e desta vez o negócio foi adiante.
Muita luta para conseguir reunir o pessoal neste fim de ano caótico, em que todo mundo tá atolado de trabalho. Mas conseguimos. A formação do show que acontecerá dentro de algumas horas é inédita, tem até um integrante que nunca havia tocado nos Alcalóides antes. Já vou adiantando que o negócio vai ser pegado, espero que todos se divirtam no show. Vai ser uma festa do Ohh La La, bar extinto que ficava na Osvaldo Aranha e foi reduto de várias festas alucinantes - inclusive tocamos em algumas noites por lá, e foi sempre muito divertido. A Tatu d'Cove também vai tocar. Apareçam que vai ser ótimo.
A Bomba: http://www.youtube.com/watch?v=F6TxJ3T1bAo
Abraços a todos.
Thalisustenido
Thalis Neckel Miguel é músico e professor. Formado no curso de Licenciatura em Música do Centro Universitário Metodista do IPA em 2009 e pós-graduado no curso de Música: Ensino e Expressão, da Feevale, em 2011. É baterista das bandas Julio Igrejas, Pop Rock Jukebox, Chespiritos, Alcalóides, Pop Rock All-Stars e Larapia. Atualmente dá aula no projeto social Abrindo Horizontes (em Alvorada) e nas escolas Estação Musical (em Porto Alegre) e Duque de Caxias (em Campo Bom).
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Um show incrível para cada mês – parte II
NOVEMBRO DE 2010 – PAUL MCCARTNEY
Tinha pensado em fazer um post único sobre um grande show para cada mês, mas mudei de idéia. Além de ficar muito comprido, há que se destacar que beatle é beatle. O show do Paul McCartney com certeza merece um destaque exclusivo aqui. O show aconteceu no começo do mês, mas até hoje ainda fico viajando, lembrando de cenas do concerto, as falas do Paul, as músicas que ele tocou, a grande performance da banda, os perrengues que a Milinha e eu passamos até entrar no estádio, etc.
Pretendia sair de casa pro Beira-Rio de manhã. Porém, o calor extremo que fazia em Porto Alegre naquele domingo, 7 de novembro de 2010, do qual fui avisado por uma ligação do meu amigo Bruno Vargas, o Puff, (baita) baixista do Quarto Sensorial, fez com que déssemos um tempo antes de sair.
Que honra receber um beatle no estádio do meu time! Ao chegar ao Gigante, fiquei impressionado com a quantidade de gente que se amontoava em filas quilométricas e totalmente desorganizadas. Aliás, pra mim, foi o único ponto negativo em relação à organização do evento. As vendas dos ingressos foram tranqüilas, eu já havia comprado pela internet no mesmo dia que começaram as vendas, e pra retirar os ingressos no Gigantinho dias depois, também foi tudo relax. Mas, chegar na hora e não saber direito aonde tinha que ir para entrar, não haver nenhuma divisão, nenhuma placa, e quase nenhum funcionário designado para orientar as pessoas, foi uma erro crasso da produção. Rolou muito furo nas filas, só não houve nenhuma confusão grave, acredito eu, pela variedade da faixa etária do público. Tinha de tudo: gurizada nova, bebê no colo da mãe, adultos de vinte, trinta e poucos anos, quarentões, cinquentões, sessentões, enfim: desde aqueles que acompanharam a trajetória dos Beatles a partir do início da banda até quem descobriu a banda recentemente, por mídias que mantém o legado dos Beatles, como o espetáculo “Love” do Cirque Du Soleil, o filme “Across The Universe” ou o jogo de vídeo-game “Beatles Rock Band” – isso sem contar rádio, TV, internet, enfim: é impossível alguém não conhecer uma música sequer dos Beatles hoje em dia.
Depois de algum tempo na fila que dava volta no Gigantinho, conseguimos enfim subir a rampa 9, em direção à arquibancada superior do Beira-Rio. Sim, compramos os ingressos mais baratos. E vou dizer, não me arrependi. Tanto eu quanto a Milinha, temos estatura média-baixa e sempre que temos que ver um show na pista, em pé, é um sofrimento. Na arquibancada superior, até veríamos Paul mais de longe, mas pelo menos iríamos VÊ-LO! Hehehe
Não rolou a abertura com Kleiton e Kledir como o esperado. Disseram que foi por problemas técnicos que impediram que se montasse o palco deles sem interferir na estrutura do Paul. Pena. Teria sido bacana. Ao invés disso, botaram um DJ, um guitarrista e um saxofonista da noite porto-alegrense na fogueira. Não sou de vaiar banda de abertura, acho uma falta de respeito e até inveja por parte de quem faz isso. Mas foi meio desnecessário terem posto o trio pra tocar. Tudo tranquilo, pra ver o Paul tá valendo.
O show do Seu Macca tava marcado pras 21h. Nessa hora, o pessoal começou a brincar com a pontualidade britânica, e já foi chamando o cara. Não deu nem dez minutos, Sir Paul McCartney e sua banda entraram no palco do Gigante da Beira-Rio. Arrepiei. Aquilo era muito surreal. O gozado foi a forma como ele abriu o show, com um medley de músicas de sua carreira solo: “Venus / Rock Show / Jet”. Começou bem tranquilo, como se estivesse acalmando a plateia histérica com sua presença. “Jet” deu a senha pro público enlouquecer.
Paul deu uma verdadeira aula de como se fazer um grande show. Interagiu com o público, lendo um papel que continha frases em português com palavras-chave para fazer o público delirar. Mas foi bem além dos clássicos “Boa noite”, “Obrigado”, enfim, frases que todo artista estrangeiro fala no Brasil. O cara, além de soltar um “Obrigado, gaúchos” e “Obrigado, Brrrrasillll” (parecia o Kiko falando hehehe) que já levantaram a galera, avisou: “Hoje vou tentar falar português, mas vou falar mais em inglês”. Assim mesmo, em português. Imagino que ele faça esse tipo de coisa em todo o país que visita. Apenas uma das provas de o quanto McCartney se importa em estreitar o máximo possível a relação com as pessoas para quem está tocando.
“All My Loving” foi a primeira dos Beatles que ele mandou. A partir daí, foi revezando músicas da carreira solo e do quarteto de Liverpool. Não sou de emocionar por qualquer coisa, mas a presença de Paul McCartney e alguns momentos do show me derrubaram. O primeiro foi “Blackbird”, a belíssima canção do álbum branco dos Beatles, de 1968, executada exatamente como se ouve no disco: com Paul sozinho na voz e violão. Muitos dizem que entre Paul McCartney e John Lennon, Paul era o mais romântico e menos politizado. Porém, essa música mostra a preocupação dele com o preconceito racial no mundo, especialmente nos Estados Unidos – os conflitos raciais na época inspiraram a música. É o primeiro de alguns momentos mais intimistas do show. O coro do público acompanhando Paul e a serenidade do beatle nessa música arrepia. Impressionante.
A homenagem aos ex-companheiros de banda que já se foram também são momentos impressionantes. “Here Today”, da sua carreira solo, fala da falta que John Lennon faz em sua vida. Ele ainda seria homenageado com a baita música “A Day in the Life” (que não levantou muito a galera, mas eu achei docaraaaaaalho ele tocar essa música, uma das minhas favoritas dos Beatles), seguida de um dos hinos à paz de Lennon, “Give Peace a Chance”, com coro geral no Beira-Rio. Mas a homenagem mais emocionante pra mim foi para George Harrison. Paul começa a tocar “Something” sozinho no ukulele, arrepia e faz chorar na parte do “I don’t know, IIIIIIIIII dooooon’t know!”, e a banda entra junto no solo de guitarra. Ele ainda repete de novo a estrofe do meio, arrancando um coro impressionante do público. O cara tem a manha. E, convenhamos, George, mesmo não tendo tanto espaço para suas composições dentro de uma banda com outros dois gênios, conseguiu emplacar uma das músicas mais belas de toda a história.
Outros momentos geniais do show foram em algumas músicas solo de Paul, como “My Love” (“essa música eu escrevi para minha gatinha Linda, mas hoje ela é para todos os namorados”), “Band on the Run” (baaaaaaita música!) e “Live and Let Die” (com todos os fogos que tem direito, e público ensandecido – o Beira-Rio veio abaixo nessa música). “Hey Jude” e “Let it Be”, as duas baladas mais clássicas dos Beatles, pra mim já são um tanto manjadas, mas ao vivo é outra coisa: tu te empolga e vai junto, canta, filma o coro do Beira-Rio, afinal é o próprio cara que fez essas músicas que tá ali.
Outros momentos incríveis do show: “Get Back”, “Helter Skelter”, “Lady Madonna”. A cada música que Sir Paul tocava, eu pensava no quanto sou privilegiado de estar ali vendo tudo. Vez que outra, falava pra Milinha: “isso é incrível!”. E realmente, é de contar pros filhos, netos, bisnetos. Não é todo dia que se tem um beatle no quintal de casa.
Após fechar a noite com o medley “Sgt. Peppers / The End”, Paul deixou o público extasiado. O meu sentimento e de muitos fãs, ao caminhar pra fora do Gigante, foi de satisfação plena com o espetáculo de três horas que havia terminado, misturado a uma sensação de vazio, tipo “bah, acabou. Vou sentir saudade, Paul!”. E é bem por aí. Valeu muito a pena. Nunca vou esquecer esse dia. E agradeço todos os dias por termos tido no mundo Paul, John, George e Ringo. Esses quatro caras são iluminados. Valeu, Paul! Volte sempre. Quem sabe ano que vem o Ringo não se empolga e vem pra cá também...
Abraços!
Thalisustenido
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Um show incrível para cada mês – parte I
Algumas datas, meses, anos, ficam marcados na nossa memória por algum importante fato que acontece. Setembro de 1987, o mês em que nasci. Maio de 1994, desencarnam Ayrton Senna e do meu cachorro Gismo. Julho de 1994, Brasil tetra-campeão. Junho de 1997, Inter campeão gaúcho (primeiro título que eu assisti no Beira-Rio). Dezembro de 1999, ganho minha primeira bateria (uma Saema usada) de Natal e monto minha primeira banda, Stampido, com meu primo Rafael. Outubro de 2000, minha bisavó Lúcia desencarna. Junho de 2001, Marcelo Fromer dos Titãs desencarna e Rodolfo Abrantes sai do Raimundos. Setembro de 2001, atentado contra as torres gêmeas do World Trade Center. Fevereiro de 2003, assisto Marky Ramone ao vivo pela primeira vez monto minha primeira banda de punk rock, Dry Guts, com os amigos de colégio Guilherme e Emerson. Abril de 2003, meus pais se separam. Setembro de 2003, vejo dois baita shows: Ratos de Porão no Opinião e Kaiser Music com Deep Purple, Sepultura e Hellacopters no Gigantinho. Dezembro de 2003, vejo um dos melhores shows undergrounds da vida: Os Thompsons e Os ToRto na Croco. Dezembro de 2004, vejo a Graforréia Xilarmônica pela primeira vez ao vivo, a Dry Guts acaba e eu entro pra RIP 44. Dezembro de 2005, termino o Ensino Médio e faço meus primeiros shows com os Alcalóides e com a Chespiritos. Março de 2006, começo a fazer faculdade de Música no IPA. Maio de 2006, a RIP 44 acaba. Agosto de 2006, presencio o Inter ser campeão da América pela primeira vez. Outubro de 2006, vejo o NOFX ao vivo pela primeira vez. Dezembro de 2006, Inter campeão do Mundo. Junho de 2007, vejo o Inter ser campeão da Recopa e a Tommis Atacantes faz seu primeiro show. Outubro de 2007, começo a namorar a Milinha. Abril de 2008, meu avô Luciano e minha cadela Piririca desencarnam. Agosto de 2008, Milinha e eu assistimos pela primeira vez a um show do Rei Roberto Carlos. Novembro de 2008, começo a trabalhar como professor de música. Novembro de 2009, Milinha e eu vemos o show do Faith No More. Janeiro de 2010, me formo oficialmente no curso de Licenciatura em Música do IPA, Milinha e eu vemos o show do Metallica. Abril de 2010, começo a freqüentar as aulas da pós-graduação em Música: Ensino e Expressão, na Feevale e faço meu primeiro show com os Pop Rock All Stars. Maio de 2010, a Tommis Atacantes acaba. Junho de 2010, apresento junto com meus colegas de pós-graduação a “Ópera do Malandro” (foto abaixo). Julho de 2010, reencontro meus velhos amigos da escola, Guilherme e Julio, que me convidam e eu entro pra Larapia. Agosto de 2010, presencio o Inter ser bi-campeão da Libertadores. E isso é o que eu me lembrei agora de cabeça. Tem muito mais. Pois já posso acrescentar pra essa lista os meses de setembro, outubro e novembro com shows incríveis que assisti.
SETEMBRO DE 2010: TOY DOLLS
Sempre achei o Olga um cara genial. A influência que essa banda teve pra RIP 44 foi importantíssima. Pro punk rock em geral, eles mostraram que se pode tocar um som simples e ser um músico tecnicamente muito bom, mantendo um equilíbrio que não se vê em qualquer banda.
Foto: Mauro Schaefer, do Correio do Povo: http://www.correiodopovo.com.br/ArteAgenda/?Noticia=200365
O show foi memorável. A banda tem uma pegada incrível – ainda mais levando em conta os trinta anos de estrada nas costas – e o Opinião tava num clima muito bacana, com toda a galera cantando as músicas junto. “Nellie The Elephant”, “Idle Gossip”, “Harry Cross”, “Lambrusco Kid”, “She’s Goes to Finos”, “Dougy Giro”, “Wipe Out”, todas foram tocadas. Só senti falta de “Dig That Groove Baby” e “I’ve Got Ashma”, mas é aquela coisa: uma banda com um repertório tão vasto às vezes se vê obrigada a deixar alguns clássicos de fora do show. O momento, digamos, mais emocionante pra mim foi “Glenda and the Test Tube Baby”. Arrepiei. Pra mim essa é uma das melhores músicas do Toy Dolls, e ao vivo ela é ainda melhor. Mesmo que um cidadão sem-noção tenha invadido o palco e tropeçado no cabo do baixista Tom Goober, este fato aumentou o clima de farra pra festa dos “bonecas de brinquedo”. Enquanto o roadie arrumava o baixo, o músico não arregou: pegou o microfone, baixou o Sid Vicious e entoou o refrão junto com Olga, Mr. Duncan e o público: “Victooooooryyyyy, if Gleeendaaaa sheeeee, had aaaa baaaabyyyyy, ooooeeeee!!!” Baita show. Valeu a grana investida. Obrigado, Toy Dolls.
OUTUBRO DE 2010: GREEN DAY
Comprei o ingresso pra esse show com tanta antecedência que, perto do dia do concerto, nem me lembrava mais que o Green Day estaria em Porto Alegre. Não que eu não seja fã da banda. Mas estava ainda sob forte emoção de ter conseguido comprar ingresso pro show do Paul McCartney. Todavia, chegou o dia de ver o trio californiano, uma das bandas de que mais gosto, desde o surgimento deles na mídia, em 1994, com o baita álbum “Dookie”. Vieram outros ótimos discos de sucesso relevante até um novo estouro, a ópera-rock “American Idiot”, de 2004. A turnê atual é do disco “21st Century Breakdown”, mas pelo que eu já tinha lido, o show, de quase três horas, aborda músicas de todos os discos – inclusive dos dois primeiros lançados antes do sucesso de 94. A expectativa era grande.
Me surpreendi. Positivamente. Sabia que, há algum tempo, o show do Green Day tinha ares de circo, com pirotecnias e palhaçadas de Billie Joe, Mike Dirnt e Tré Cool. Porém, vendo aquilo tudo pessoalmente, é ainda mais doido do que na televisão. A banda entrou com as primeiras músicas do disco novo: “Song of the Century”, “21st Century Breakdown” e “Know The Enemy”, todas acompanhadas com precisão pela plateia, que obedecia a cada gesto de Billie Joe, este um verdadeiro maestro do rock, que sabe como conduzir um show.
Foto do Blog do Feras: http://blogdoferas.blogspot.com/2010/10/green-day-em-porto-alegre-show.html
Como fã das antigas, fiquei ainda mais empolgado no bloco “old school” que os caras fizeram na metade do show. “Going to Pasalacqua”, do disco “1039 / Smoothed Our Slappy Hours” (1991) e “2000 Light Years Away”, do disco “Kerplunk!” (1992), representaram a fase pré-sucesso comercial. De “Dookie” (1994), mandaram “Burnout” (grata surpresa!), “Longview” (esta com uma convidada da plateia, que mais gritou do que cantou, mas mesmo assim ganhou uma guitarra de presente de Billie Joe – “Vá estudar guitarra, pois como cantora você é terrível”, disse o vocalista, rindo), e as já esperadas “Basket Case”, “She” e “When I Come Around”, que levantaram verdadeiras rodas de pogo na pista do Gigantinho. Do “Insomniac” (1995), tocaram “Geek Stink Breath” e o medley “Brain Stew / Jaded”. De “Nimrod” (1997), foram executadas as três músicas mais famosas do disco: “Nice Guys Finish Last”, “Hitchin’ a Ride” e “Good Riddance (Time of your Life)”, esta última ao fim do show. Ah, sim, ainda rolou “Minority”, do disco “Warning” (2000).
O bloco final do show, com “American Idiot” e “Jesus of Suburbia” na sequência, e a finaleira com “Wake Me Up When September Ends” e a já citada “Time of your Life”, só deixou a certeza de que ali havia sido presenciado um dos melhores shows da história de Porto Alegre.
Gostaria de seguir falando, mas o post já está muito grande. Na próxima edição, tudo sobre a saga ao show de Sir Paul McCartney. Abraços!
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Vem aí mais um Gre-Nal
Por mais repetitivo que possa parecer, não adianta. Semana pré-Gre-Nal é sempre tensa. Quanto mais perto chega o dia, mas nervosos ficam os torcedores. Pode ser um amistoso, um jogo de primeira fase do Gauchão, uma decisão de Brasileirão ou de Libertadores (quem sabe um dia...), não importa. Todos sabem, Gre-Nal é um campeonato à parte.
A gremistada tá faceira atualmente. Faceirice até justificável, pela boa campanha que o time deles começou a fazer no segundo turno. Mas, pra variar, o clima de "já ganhou" por parte da imprensa e torcedores tá rolando. De repente, o Internacional, campeão da Libertadores 2010, já não é mais aquilo tudo, o time do Grêmio que é uma maravilha, melhor do Brasil, melhores jogadores, artilheiro, goleiro de Seleção...opa, peraí! 8 ou 80? Não há um meio-termo?
O time do Inter deu uma certa decaída nas últimas semanas, fato. Por conta de seguidas lesões (Alecsandro, Sobis, Tinga), suspensões (Guiñazu, Nei, Kléber, Bolívar) e convocações (D'Alessandro, Giuliano), nosso técnico pé-quente Celso Roth não têm conseguido manter uma escalação, e isso prejudicou bastante o rendimento do time, principalmente nos jogos fora de casa. O esquema de jogo 4-5-1 (que por vezes se torna 4-4-2) que deu certo na Libertadores hoje já não tem mais a mesma eficiência. Também, pudera: dois jogadores fundamentais na reta final da Libertadores já não estão mais no Beira-Rio: Sandro e Taison. Não há no momento jogadores que tenham as mesmas carcaterísticas deles. Dos volantes utilizados pelo Roth até agora, gostei muito do Derley, o cara marca bem e dá boas arrancadas pra frente, arriscando fortes chutes de longe. Wilson Mathias parece que ainda não mostrou a que veio, mas o Glaydson é outro jogador que me agrada, evoluiu muito em 2010 e também quebra um galho na lateral-direita - já que nenhum dos reservas, Bruno Silva e Daniel, conseguem dar conta do recado. O problema é que não há jogador como o Taison. O Roth já tentou botar por ali o Marquinhos, Edu, Sobis, mas é outro estilo de jogo. Uma alternativa terá que ser encontrada, pois o Mundial tá chegando. O time é muito bom, mas se não encaixar, não adianta.
Já o Grêmio, tinha uma boa equipe no começo do ano com o Silas, decaiu afu depois da eliminação na Copa do Brasil e a vinda do Renato Cario...ops, Gaúcho, trouxe motivação para os jogadores e torcida. E, é fato, quando o clima é positivo, as coisas andam. Quando anunciaram o Roth como treinador do Inter, muita gente torceu o nariz, mas os primeiros jogos dele no Brasileirão (vitórias expressivas fora de casa contra Guarani e Atlético-MG e em casa contra Ceará e Flamengo) trouxeram a torcida pro lado do time novamente, depois da crise gerada pelo mau rendimento do time com o Fossati. E, não deu outra, fomos bi-campeões da L.A. Não acredito que o time do Grêmio vá arrancar tanto assim ao ponto de ser campeão brasileiro, mas é bem possível que pegue uma vaga na Libertadores. Pra mim, seria ruim de aguentar os tricolores enchendo o saco, mas seria bom por duas coisas: o Estado tetra-campeão da Libertadores teria seus dois representantes na competição em 2011, traria muita visibilidade pra cá. E, é claro, a possibilidade de haver um Gre-Nal pela Libertadores, o que seria MUUUUUITO AFUDÊ.
Lembrando que, apesar de todos os fatos de 2010 até agora (Grêmio campeão gaúcho mas eliminado na Copa do Brasil, Inter vice do Gauchão mas bi-campeão da Libertadores, a atual fase irregular do Colorado e a arrancada do Tricolor no Brasileirão) no momento, não servem pra muita coisa, são apenas parte da gangorra Gre-Nal. Quando começar o clássico, domingo às 18h30 no Olímpico, a única coisa que vai importar para jogadores e torcedores será ganhar esse campeonato: o campeonato Gre-Nal, de um jogo só, o qual acontece no mínimo 3 vezes por ano. Tenho confiança na vitória do Internacional, gostaria de ir no jogo, mas a grana tá curta e pagar 40 reais pra ver o jogo naquele desconforto que é a arquibancada do Olímpico (me desculpem, mas já fui lá duas vezes e os degraus são horríveis) e ainda correr o risco de se envolver em alguma confusão (apesar da idade, tô velho demais pra isso) antes, durante ou depois do jogo, não é pra mim. Talvez eu mude de ideia, mas a tendência é ver o jogo na tela mesmo. Eu e minha namorada gremista hehehe haja coração!, já diria o poeta Galvão.
Pra finalizar então, vai aí a melhor lembrança que tenho de um Gre-Nal no Olímpico - eu estava lá, inclusive.
Grêmio 2 x 5 Internacional - Brasileirão 1997
Melhores momentos do 1º tempo (gols do Christian e Sandoval, duas expulsões pra cada lado, chances dos dois lados): http://www.youtube.com/watch?v=HRAbjIlxb1U
Melhores momentos do 2º tempo (show do Fabiano - 2 gols, gols de honra do Grêmio, gol pra fechar o caixão, nova expulsão do Inter, chocolate colorado): http://www.youtube.com/watch?v=bWyRHQcOzQA
Que se repita a atuação do Colorado. Dá-lhe Inter! Bom jogo pra todos e curtam esse clássico na paz. Abraços!
Thalisustenido
A gremistada tá faceira atualmente. Faceirice até justificável, pela boa campanha que o time deles começou a fazer no segundo turno. Mas, pra variar, o clima de "já ganhou" por parte da imprensa e torcedores tá rolando. De repente, o Internacional, campeão da Libertadores 2010, já não é mais aquilo tudo, o time do Grêmio que é uma maravilha, melhor do Brasil, melhores jogadores, artilheiro, goleiro de Seleção...opa, peraí! 8 ou 80? Não há um meio-termo?
O time do Inter deu uma certa decaída nas últimas semanas, fato. Por conta de seguidas lesões (Alecsandro, Sobis, Tinga), suspensões (Guiñazu, Nei, Kléber, Bolívar) e convocações (D'Alessandro, Giuliano), nosso técnico pé-quente Celso Roth não têm conseguido manter uma escalação, e isso prejudicou bastante o rendimento do time, principalmente nos jogos fora de casa. O esquema de jogo 4-5-1 (que por vezes se torna 4-4-2) que deu certo na Libertadores hoje já não tem mais a mesma eficiência. Também, pudera: dois jogadores fundamentais na reta final da Libertadores já não estão mais no Beira-Rio: Sandro e Taison. Não há no momento jogadores que tenham as mesmas carcaterísticas deles. Dos volantes utilizados pelo Roth até agora, gostei muito do Derley, o cara marca bem e dá boas arrancadas pra frente, arriscando fortes chutes de longe. Wilson Mathias parece que ainda não mostrou a que veio, mas o Glaydson é outro jogador que me agrada, evoluiu muito em 2010 e também quebra um galho na lateral-direita - já que nenhum dos reservas, Bruno Silva e Daniel, conseguem dar conta do recado. O problema é que não há jogador como o Taison. O Roth já tentou botar por ali o Marquinhos, Edu, Sobis, mas é outro estilo de jogo. Uma alternativa terá que ser encontrada, pois o Mundial tá chegando. O time é muito bom, mas se não encaixar, não adianta.
Já o Grêmio, tinha uma boa equipe no começo do ano com o Silas, decaiu afu depois da eliminação na Copa do Brasil e a vinda do Renato Cario...ops, Gaúcho, trouxe motivação para os jogadores e torcida. E, é fato, quando o clima é positivo, as coisas andam. Quando anunciaram o Roth como treinador do Inter, muita gente torceu o nariz, mas os primeiros jogos dele no Brasileirão (vitórias expressivas fora de casa contra Guarani e Atlético-MG e em casa contra Ceará e Flamengo) trouxeram a torcida pro lado do time novamente, depois da crise gerada pelo mau rendimento do time com o Fossati. E, não deu outra, fomos bi-campeões da L.A. Não acredito que o time do Grêmio vá arrancar tanto assim ao ponto de ser campeão brasileiro, mas é bem possível que pegue uma vaga na Libertadores. Pra mim, seria ruim de aguentar os tricolores enchendo o saco, mas seria bom por duas coisas: o Estado tetra-campeão da Libertadores teria seus dois representantes na competição em 2011, traria muita visibilidade pra cá. E, é claro, a possibilidade de haver um Gre-Nal pela Libertadores, o que seria MUUUUUITO AFUDÊ.
Lembrando que, apesar de todos os fatos de 2010 até agora (Grêmio campeão gaúcho mas eliminado na Copa do Brasil, Inter vice do Gauchão mas bi-campeão da Libertadores, a atual fase irregular do Colorado e a arrancada do Tricolor no Brasileirão) no momento, não servem pra muita coisa, são apenas parte da gangorra Gre-Nal. Quando começar o clássico, domingo às 18h30 no Olímpico, a única coisa que vai importar para jogadores e torcedores será ganhar esse campeonato: o campeonato Gre-Nal, de um jogo só, o qual acontece no mínimo 3 vezes por ano. Tenho confiança na vitória do Internacional, gostaria de ir no jogo, mas a grana tá curta e pagar 40 reais pra ver o jogo naquele desconforto que é a arquibancada do Olímpico (me desculpem, mas já fui lá duas vezes e os degraus são horríveis) e ainda correr o risco de se envolver em alguma confusão (apesar da idade, tô velho demais pra isso) antes, durante ou depois do jogo, não é pra mim. Talvez eu mude de ideia, mas a tendência é ver o jogo na tela mesmo. Eu e minha namorada gremista hehehe haja coração!, já diria o poeta Galvão.
Pra finalizar então, vai aí a melhor lembrança que tenho de um Gre-Nal no Olímpico - eu estava lá, inclusive.
Grêmio 2 x 5 Internacional - Brasileirão 1997
Melhores momentos do 1º tempo (gols do Christian e Sandoval, duas expulsões pra cada lado, chances dos dois lados): http://www.youtube.com/watch?v=HRAbjIlxb1U
Melhores momentos do 2º tempo (show do Fabiano - 2 gols, gols de honra do Grêmio, gol pra fechar o caixão, nova expulsão do Inter, chocolate colorado): http://www.youtube.com/watch?v=bWyRHQcOzQA
Que se repita a atuação do Colorado. Dá-lhe Inter! Bom jogo pra todos e curtam esse clássico na paz. Abraços!
Thalisustenido
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Reflexões, relatos, etc.
Boa noite a todos (ou bom dia, ou boa tarde, depende do momento em que você lê isto aqui)!
Semana passada participei, como voluntário, de uma atividade especial comemorativa ao Dia das Crianças, no Presídio Feminino Madre Pelletier, aqui em Porto Alegre. Um grupo numeroso de detentas lá tem filho ou está para ter. Em função disso, há um espaço no presídio onde as mães cuidam de seus filhos até uma certa idade. Se não me engano, até mais ou menos 2 anos, quando a criança tem que deixar o convívio com a mãe e ser cuidada por algum familiar fora da cadeia ou morar em um abrigo, com a possibilidade de adoção. É uma situação bastante delicada, que dá margem para uma discussão muito importante sobre maternidade na prisão e as leis que envolvem este tema.
Realizei lá uma atividade de musicalização para bebês. Segue abaixo parte do e-mail com o relato que enviei à minha professora Patrícia Kebach (FEEVALE e FACCAT), que foi quem indicou meu nome para a professora Maria da Graça Horn (UNIRITTER) que realiza um belo trabalho com um projeto de extensão no presídio.
“Oi, Paty! Pois então, foi uma experiência e tanto. Eram cerca de 15 mães, algumas delas ainda com os filhos na barriga. Os bebês tinham todos menos de um ano. O espaço que eles tem lá pras mães ficarem com os filhos é muito bacana. Criaram um ambiente bonito, numa sala espaçosa com brinquedos, livros, tapete, boa parte do material foi doada por uma creche que tinha ali perto e fechou.
Realizei uma atividade com elas semelhante ao que costumamos fazer nas aulas de musicalização para bebês lá na Estação Musical. Cantamos boas-vindas para os bebês, mostrei a eles algumas figuras do livro "Orquestra Tin-Tim Por Tin-Tim", as mães imitaram alguns instrumentos falando ("Oi, eu sou o violino e meu som é beeem fininho"), escutamos alguns instrumentos no cd, foi um momento muito interessante no qual pude notar as diferenças entre as mães no que se refere à forma de falar com os filhos. Algumas se entregam totalmente àquele momento com os filhos, brincam, se soltam e interagem com eles; outras apresentam uma certa resistência em se comunicar com os bebês. Conversei com algumas pessoas sobre isso nos dias que se passaram. Cada uma tem uma opinião. Enfim...exploramos o som dos copinhos de plástico (aqueles que eu levo pra lá e pra cá comigo) e de um pedaço de plástico-bolha. Chamei a atenção de todas para que valorizassem os sons que podemos ouvir ao nosso redor e os que podemos produzir, e buscar compartilhar isto com os filhos, o que inclui também a fala: lhes disse para sempre tentarem dizer cada palavra da maneira mais clara o possível, para ajudar os bebês a desenvolver as palavras. Toda essa exploração dos sons, tocar os copos todos juntos, trabalhar o ritmo, a fala, foi feito cada uma de um jeito. Alguns bebês que já eram maiores fizeram tudo por conta própria, com a mãe apenas dando um auxílio - mas sem interferir diretamente, disse isso também, que não é necessário que elas peguem a mão deles para mostrar como se faz um movimento. Com outros bebês mais novos - alguns até dormiam no colo das mães - trabalhamos a audição e as imagens, com as mães esfregando o plástico-bolha, tocando os copinhos, cantando e falando para os filhos. As mães grávidas fizeram o mesmo em direção à barriga - e enfatizei que elas também podem trabalhar todas estas coisas com os filhos ainda na barriga.
Para finalizar, cantamos algumas músicas infantis e a música de despedida. Conversei com as mães e aconselhei-lhes a buscarem essa relação próxima com os filhos, serem afetivas com eles. Que cantem, que mostrem os sons e imagens do mundo, brinquem com eles, que socializem com os outros bebês, que não tenham medo do choro, pois é ainda uma das poucas formas que eles têm de comunicação. Enfim, foi um momento muito especial. Pelo que me disseram, a maioria das presas ali foram pegas no tráfico ou em algum outro crime que geralmente envolvia algum homem - salvo algumas exceções. A desilusão e rancor com o mundo, sentimentos muito comuns dentro da cadeia, podem ser deixados de lado quando se há uma nova razão para viver. A responsabilidade e a felicidade de cuidar de um filho parecem renovar aquele lugar. Provavelmente, a ala das mães é o lugar mais alegre daquele presídio. Talvez por isso algumas mães tentem não se aproximar tanto dos filhos, comentaram comigo esses dias. Por saber que em breve terão que se separar (por volta dos 2 anos se não me engano) e que será um momento muito triste, tentam não se envolver muito. Espero que todas ali consigam buscar essa proximidade e permitir serem mães, amando e criando seus filhos da melhor maneira possível, mesmo que não possam acompanhar toda a infância de suas crianças.”
Realizei uma atividade com elas semelhante ao que costumamos fazer nas aulas de musicalização para bebês lá na Estação Musical. Cantamos boas-vindas para os bebês, mostrei a eles algumas figuras do livro "Orquestra Tin-Tim Por Tin-Tim", as mães imitaram alguns instrumentos falando ("Oi, eu sou o violino e meu som é beeem fininho"), escutamos alguns instrumentos no cd, foi um momento muito interessante no qual pude notar as diferenças entre as mães no que se refere à forma de falar com os filhos. Algumas se entregam totalmente àquele momento com os filhos, brincam, se soltam e interagem com eles; outras apresentam uma certa resistência em se comunicar com os bebês. Conversei com algumas pessoas sobre isso nos dias que se passaram. Cada uma tem uma opinião. Enfim...exploramos o som dos copinhos de plástico (aqueles que eu levo pra lá e pra cá comigo) e de um pedaço de plástico-bolha. Chamei a atenção de todas para que valorizassem os sons que podemos ouvir ao nosso redor e os que podemos produzir, e buscar compartilhar isto com os filhos, o que inclui também a fala: lhes disse para sempre tentarem dizer cada palavra da maneira mais clara o possível, para ajudar os bebês a desenvolver as palavras. Toda essa exploração dos sons, tocar os copos todos juntos, trabalhar o ritmo, a fala, foi feito cada uma de um jeito. Alguns bebês que já eram maiores fizeram tudo por conta própria, com a mãe apenas dando um auxílio - mas sem interferir diretamente, disse isso também, que não é necessário que elas peguem a mão deles para mostrar como se faz um movimento. Com outros bebês mais novos - alguns até dormiam no colo das mães - trabalhamos a audição e as imagens, com as mães esfregando o plástico-bolha, tocando os copinhos, cantando e falando para os filhos. As mães grávidas fizeram o mesmo em direção à barriga - e enfatizei que elas também podem trabalhar todas estas coisas com os filhos ainda na barriga.
Para finalizar, cantamos algumas músicas infantis e a música de despedida. Conversei com as mães e aconselhei-lhes a buscarem essa relação próxima com os filhos, serem afetivas com eles. Que cantem, que mostrem os sons e imagens do mundo, brinquem com eles, que socializem com os outros bebês, que não tenham medo do choro, pois é ainda uma das poucas formas que eles têm de comunicação. Enfim, foi um momento muito especial. Pelo que me disseram, a maioria das presas ali foram pegas no tráfico ou em algum outro crime que geralmente envolvia algum homem - salvo algumas exceções. A desilusão e rancor com o mundo, sentimentos muito comuns dentro da cadeia, podem ser deixados de lado quando se há uma nova razão para viver. A responsabilidade e a felicidade de cuidar de um filho parecem renovar aquele lugar. Provavelmente, a ala das mães é o lugar mais alegre daquele presídio. Talvez por isso algumas mães tentem não se aproximar tanto dos filhos, comentaram comigo esses dias. Por saber que em breve terão que se separar (por volta dos 2 anos se não me engano) e que será um momento muito triste, tentam não se envolver muito. Espero que todas ali consigam buscar essa proximidade e permitir serem mães, amando e criando seus filhos da melhor maneira possível, mesmo que não possam acompanhar toda a infância de suas crianças.”
Outra coisa, a sensação que tive foi de que nem estava em um presídio, de tão aconchegante e afetivo que estava aquele lugar. Com certeza não deve ser fácil a vida no presídio, quem está lá está pagando por um erro cometido no passado. Todo mundo tem direito a uma segunda chance. Que essas mulheres consigam encontrar um norte em suas vidas. Não tenho filho, mas o trabalho que venho realizando com crianças desde 2007 faz com que eu consiga compreender um pouco mais o comportamento humano na sua essência, lá onde começa tudo: na infância.
Falando em filhos, nos últimos tempos tenho reencontrado velhas amizades da época da escola. Quase todo mundo ta casado, com filho, e fico pensando em como a gente sempre esteve tentando equilibrar nossos objetivos com as obrigações e surpresas que a vida nos traz. O caminho que escolhi não é o mais fácil. Músico e professor são duas profissões deveras sofridas no que diz respeito à (pouca) valorização e as constantes dificuldades, mas ao mesmo tempo são profissões extremamente gratificantes quando estamos no meio do processo que é quase sempre divertido e excitante.
O recado de hoje (coisas legais pra pensar e fazer – e não deixar pra depois) então é o seguinte:
IR ATRÁS DAQUILO QUE SE QUER, PENSAR BEM ANTES DE FAZER ALGO PARA NÃO SE ARREPENDER DEPOIS (MAS NÃO PENSAR DEMAIS PRA NÃO FUNDIR A CUCA), RESPEITAR AS PESSOAS E MANTER AS AMIZADES.
Abraços!
Thalisustenido
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Pois então...
Lá se foi mais um final de semana, setembro acabou, já estamos no quarto dia de outubro. Muitas coisas, muita correria, muito a pensar, muito a fazer, e seria legal se o dia tivesse algumas horas a mais.
Sábado: Beira-Rio. Fui mais cedo pra conferir a gurizada jogar contra o Flamengo pelo Brasileirão Sub-23. É engraçado ver estes jogos preliminares (aliás, eu não via um há muitos anos), pois o estádio tá meio vazio ainda e dá pra ouvir os gritos de todo mundo - jogadores, juiz, treinadores, torcedores, etc. O time até que é bom. Alguns ali de vez em quando integram o grupo principal: Oscar, Eduardo Sasha (que apelido bem tosco), Marquinhos, Muriel, Guto. E tem o tal do Lucas Roggia, que tem bola pra fazer parte do time ano que vem. Ganhamos de 1 a 0. O que me deu uma certa irritação foi a cornetagem de parte da torcida, tanto no jogo preliminar quanto na partida principal, Internacional e Guarani. Tem gente que acha que o time vai jogar superbem todos os jogos. Que desfalques por lesão ou suspensão, que causam a mudança na escalação em todos os jogos, não vão surtir efeito na atuação do time. E aí, soma-se isto a falta de gols no primeiro tempo e alguns lances de perigo do adversário, os cornetas tem que vaiar, xingar até o Giuliano, chamar o D'Alessandro de pipoqueiro e o Roth de burro. Isso aí, gente esperta. Grande atitude, grande apoio vocês estão dando. Depois reclamam que os jogadores foram comemorar somente atrás do gol, onde fica a Popular, quando vencemos a Libertadores esse ano, ao invés de fazer volta olímpica. Me lembro que fiquei chateado naquele momento porque eu estava em outro local do estádio e não vi os jogadores com a taça na minha frente. Mas agora compreendo a atitude deles. Criticados o ano inteiro por uma parcela da torcida, deve doer, deve magoar mesmo. E quem estava o tempo dando força, empurrando o time pra vitória? A galera que se concentra atrás do gol. O que aliás, é motivo para outro debate importante para os colorados.
Vou ao Beira-Rio desde 1994. Na época de vacas magras, quem empurrava o time e contagiava toda a torcida com as músicas de apoio ao Colorado era a Camisa 12, que ficava bem atrás do gol e era composta por um número enorme de torcedores. Era muito afudê. Com certeza, a 12 foi importantíssima durante aqueles difíceis anos em que ganhar Gauchão e Gre-Nal era o máximo que conseguíamos. Com o passar dos anos, a Camisa 12 foi perdendo força, espaço e adeptos dentro do estádio. No início do século XVI, foi surgindo aos poucos um novo movimento de torcedores. Com a extinção da Coréia, em 2004, se criou a Popular, torcida dita não-organizada, ao estilo das barra-bravas espalhadas pela América Latina. O fortalecimento veio mesmo no fim de 2005, com o Inter perdendo o Brasileirão na roubalheira. A Guarda Popular foi decisiva em 2006, quando vencemos nossa primeira Libertadores. E desde então é a torcida mais expressiva do Inter, ocupando o espaço que a 12 ocupava antigamente. O problema é que, todo jogo é a mesma coisa: a Popular canta uma música, a Camisa 12 canta outra, os ritmos se atropelam, e quem está por perto (ou pior, no meio das duas como eu já fiquei algumas vezes - a "faixa de Gaza" do Beira-Rio) quase sempre se perde por não saber qual música cantar. É uma bagunça. Raras foram as vezes em que a 12 acompanhou a Popular (o clássico "Minha Camisa Vermelha" já conseguiu unir as duas torcidas em alguns momentos decisivos).
Respeito as duas torcidas por sua história, sua importância e seu engajamento para apoiar o Internacional no estádio, mas fico puto da cara quando vejo que muita gente que situa-se mais longe das torcidas fica meio perdida na hora de acompanhar alguma música. Fora a Nação Independente que tem número ainda menor de integrantes e fica mais perto da torcida adversária. Se essas três torcidas se unissem para cantar SEMPRE JUNTAS, o som seria muito mais forte e todo o estádio poderia acompanhar. Claro, pra que isso acontecesse, as lideranças teriam que conversar muito - e numa boa - e selecionar um repertório que exaltasse somente o SPORT CLUB INTERNACIONAL, visto que parte das músicas falam somente das torcidas. Creio que, se a intenção do torcedor que vai ao estádio é apoiar seu time, não vejo porque haver desunião como essa dentro do Gigante. Há que se deixar o orgulho de lado e juntar todo mundo numa torcida só, a TORCIDA COLORADA. Senão fica que nem partido político, cheio de vertentes, grupinhos fechados e briga de egos. Sonho com o dia em que o Beira-Rio será um só. Se do jeito que é, já é um caldeirão, imagina se juntasse todas as torcidas.
Resumo da ópera no jogo: o "burro" Roth mais uma vez teve estrela e calou a boca dos cornetas ao botar em campo dois jogadores que fizeram os primeiros gols: Daniel e Glaydson. E Giuliano, sempre ele, recebeu passe de Alecsandro e fechou a conta. Vão vaiar agora, secadores? Inter 3, Guarani 0. Apesar do placar, não foi um jogo fácil. Tem sido recorrente nos jogos do Colorado: contra times médios ou pequenos (com todo respeito ao Guarani que tem um passado glorioso, mas só agora começa a se reerguer) não consegue jogar bem, pois o adversário vem fechado e dificulta as coisas. Contra time grande, joga de igual pra igual, com os dois times abertos buscando a vitória. Jogando deste jeito conseguimos grandes vitórias em excelentes atuações como o 3 a 1 sobre o São Paulo no Morumbi e o 3 a 2 sobre o Corinthians no Beira-Rio. Se o time jogasse por música sempre, já seríamos líderes. Mas sabemos que não é assim. Todo time oscila em algum momento, por isso o Brasileirão tem sido cada ano mais disputado.
1º turno encerrado nas Eleições. Como eu esperava, deu Tarso direto aqui no RS. Sempre gostei dele, espero que faça um bom governo. Se não se envolver com escândalos de corrupção, procurar ter uma boa relação com os professores gaúchos e investir na saúde, já é meio caminho andado. Na eleição presidencial, o 2º turno deve pegar fogo. Que não haja baixaria e não façam o povo de palhaço, pois o brasileiro já deu seu sinal de protesto (com alguns toques de burrice e voto jogado fora): elegeu o palhaço-mor, Tiririca, o deputado mais votado do país. “Pior do que tá não fica”. Segundo a Lei de Murphy, sempre pode ficar pior. E a gente vai levando...
Ah, pra finalizar: agenda miguelística! Pra quem não sabe, eu toco bateria na banda Pop Rock All Stars, que é um projeto da Rádio Pop Rock (FM 107.1) em parceria com o bar Long Play. Neste projeto, quatro comunicadores da rádio tocam: Arthur de Faria (teclado, acordeom, bandolim, etc.), Bivis (guitarra), Oliver Cabeludo (baixo, guitarra, teclado) e Paulo Inchauspe (guitarra, baixo, violão). Eu, Thalis, sou o baterista convidado. Toda quinta-feira nós tocamos no Long Play e recebemos como convidado algum artista da música gaúcha. Já passaram pelo projeto, nesta ordem: Frank Jorge (Graforréia Xilarmônica), Wander Wildner, Mano Changes (Comunidade Nin-Jitsu), Duda Calvin (Tequila Baby), Tonho Crocco, Fabrício Beck (Vera Loca), Erico (doyoulike?), Zé Natálio e Pezão (Papas da Língua), Nei Van Soria, Hique Gomez (Tangos e Tragédias), Tchê Gomes (TeNenTe Cascavel e The Polainas) e Gaby (The Polainas), Paulo James e Alexandre Móica (Acústicos & Valvulados), Julia Barth (Os Replicantes e Os Alcalóides), Lucas Cabelo (Identidade) e Luciano Preza (Cartolas), Rafael Malenotti (Acústicos & Valvulados), Adriana Deffenti, Gabriel Azambuja e Rodolfo Kruger (Cachorro Grande), César Oliveira e Rogério Melo, Luciano Albo (TeNenTe Cascavel), Bebeto Alves, Jacques Maciel (Rosa Tattooada), Cris e Fly (Tópaz), Alemão Ronaldo, e na última quinta, Ernesto Fagundes. A agenda de outubro já está disponível e terá: Rafa e Sander, da Chimarruts, dia 07; Fernando Noronha, dia 14; Julio Reny, dia 21; e Nando Endres, da Comunidade Nin-Jitsu, dia 28. Convido todos a comparecerem ao Long Play (Sarmento Leite, 880, Cidade Baixa – Porto Alegre, RS) e assistir aos shows, que têm sido bem divertidos.
Canal do Long Play no You Tube com trechos dos shows que rolam por lá (incluindo o Pop Rock All Stars): http://www.youtube.com/user/longplaybar
Abraços a todos!
Thalisustenido
Sábado: Beira-Rio. Fui mais cedo pra conferir a gurizada jogar contra o Flamengo pelo Brasileirão Sub-23. É engraçado ver estes jogos preliminares (aliás, eu não via um há muitos anos), pois o estádio tá meio vazio ainda e dá pra ouvir os gritos de todo mundo - jogadores, juiz, treinadores, torcedores, etc. O time até que é bom. Alguns ali de vez em quando integram o grupo principal: Oscar, Eduardo Sasha (que apelido bem tosco), Marquinhos, Muriel, Guto. E tem o tal do Lucas Roggia, que tem bola pra fazer parte do time ano que vem. Ganhamos de 1 a 0. O que me deu uma certa irritação foi a cornetagem de parte da torcida, tanto no jogo preliminar quanto na partida principal, Internacional e Guarani. Tem gente que acha que o time vai jogar superbem todos os jogos. Que desfalques por lesão ou suspensão, que causam a mudança na escalação em todos os jogos, não vão surtir efeito na atuação do time. E aí, soma-se isto a falta de gols no primeiro tempo e alguns lances de perigo do adversário, os cornetas tem que vaiar, xingar até o Giuliano, chamar o D'Alessandro de pipoqueiro e o Roth de burro. Isso aí, gente esperta. Grande atitude, grande apoio vocês estão dando. Depois reclamam que os jogadores foram comemorar somente atrás do gol, onde fica a Popular, quando vencemos a Libertadores esse ano, ao invés de fazer volta olímpica. Me lembro que fiquei chateado naquele momento porque eu estava em outro local do estádio e não vi os jogadores com a taça na minha frente. Mas agora compreendo a atitude deles. Criticados o ano inteiro por uma parcela da torcida, deve doer, deve magoar mesmo. E quem estava o tempo dando força, empurrando o time pra vitória? A galera que se concentra atrás do gol. O que aliás, é motivo para outro debate importante para os colorados.
Vou ao Beira-Rio desde 1994. Na época de vacas magras, quem empurrava o time e contagiava toda a torcida com as músicas de apoio ao Colorado era a Camisa 12, que ficava bem atrás do gol e era composta por um número enorme de torcedores. Era muito afudê. Com certeza, a 12 foi importantíssima durante aqueles difíceis anos em que ganhar Gauchão e Gre-Nal era o máximo que conseguíamos. Com o passar dos anos, a Camisa 12 foi perdendo força, espaço e adeptos dentro do estádio. No início do século XVI, foi surgindo aos poucos um novo movimento de torcedores. Com a extinção da Coréia, em 2004, se criou a Popular, torcida dita não-organizada, ao estilo das barra-bravas espalhadas pela América Latina. O fortalecimento veio mesmo no fim de 2005, com o Inter perdendo o Brasileirão na roubalheira. A Guarda Popular foi decisiva em 2006, quando vencemos nossa primeira Libertadores. E desde então é a torcida mais expressiva do Inter, ocupando o espaço que a 12 ocupava antigamente. O problema é que, todo jogo é a mesma coisa: a Popular canta uma música, a Camisa 12 canta outra, os ritmos se atropelam, e quem está por perto (ou pior, no meio das duas como eu já fiquei algumas vezes - a "faixa de Gaza" do Beira-Rio) quase sempre se perde por não saber qual música cantar. É uma bagunça. Raras foram as vezes em que a 12 acompanhou a Popular (o clássico "Minha Camisa Vermelha" já conseguiu unir as duas torcidas em alguns momentos decisivos).
Respeito as duas torcidas por sua história, sua importância e seu engajamento para apoiar o Internacional no estádio, mas fico puto da cara quando vejo que muita gente que situa-se mais longe das torcidas fica meio perdida na hora de acompanhar alguma música. Fora a Nação Independente que tem número ainda menor de integrantes e fica mais perto da torcida adversária. Se essas três torcidas se unissem para cantar SEMPRE JUNTAS, o som seria muito mais forte e todo o estádio poderia acompanhar. Claro, pra que isso acontecesse, as lideranças teriam que conversar muito - e numa boa - e selecionar um repertório que exaltasse somente o SPORT CLUB INTERNACIONAL, visto que parte das músicas falam somente das torcidas. Creio que, se a intenção do torcedor que vai ao estádio é apoiar seu time, não vejo porque haver desunião como essa dentro do Gigante. Há que se deixar o orgulho de lado e juntar todo mundo numa torcida só, a TORCIDA COLORADA. Senão fica que nem partido político, cheio de vertentes, grupinhos fechados e briga de egos. Sonho com o dia em que o Beira-Rio será um só. Se do jeito que é, já é um caldeirão, imagina se juntasse todas as torcidas.
Resumo da ópera no jogo: o "burro" Roth mais uma vez teve estrela e calou a boca dos cornetas ao botar em campo dois jogadores que fizeram os primeiros gols: Daniel e Glaydson. E Giuliano, sempre ele, recebeu passe de Alecsandro e fechou a conta. Vão vaiar agora, secadores? Inter 3, Guarani 0. Apesar do placar, não foi um jogo fácil. Tem sido recorrente nos jogos do Colorado: contra times médios ou pequenos (com todo respeito ao Guarani que tem um passado glorioso, mas só agora começa a se reerguer) não consegue jogar bem, pois o adversário vem fechado e dificulta as coisas. Contra time grande, joga de igual pra igual, com os dois times abertos buscando a vitória. Jogando deste jeito conseguimos grandes vitórias em excelentes atuações como o 3 a 1 sobre o São Paulo no Morumbi e o 3 a 2 sobre o Corinthians no Beira-Rio. Se o time jogasse por música sempre, já seríamos líderes. Mas sabemos que não é assim. Todo time oscila em algum momento, por isso o Brasileirão tem sido cada ano mais disputado.
1º turno encerrado nas Eleições. Como eu esperava, deu Tarso direto aqui no RS. Sempre gostei dele, espero que faça um bom governo. Se não se envolver com escândalos de corrupção, procurar ter uma boa relação com os professores gaúchos e investir na saúde, já é meio caminho andado. Na eleição presidencial, o 2º turno deve pegar fogo. Que não haja baixaria e não façam o povo de palhaço, pois o brasileiro já deu seu sinal de protesto (com alguns toques de burrice e voto jogado fora): elegeu o palhaço-mor, Tiririca, o deputado mais votado do país. “Pior do que tá não fica”. Segundo a Lei de Murphy, sempre pode ficar pior. E a gente vai levando...
Ah, pra finalizar: agenda miguelística! Pra quem não sabe, eu toco bateria na banda Pop Rock All Stars, que é um projeto da Rádio Pop Rock (FM 107.1) em parceria com o bar Long Play. Neste projeto, quatro comunicadores da rádio tocam: Arthur de Faria (teclado, acordeom, bandolim, etc.), Bivis (guitarra), Oliver Cabeludo (baixo, guitarra, teclado) e Paulo Inchauspe (guitarra, baixo, violão). Eu, Thalis, sou o baterista convidado. Toda quinta-feira nós tocamos no Long Play e recebemos como convidado algum artista da música gaúcha. Já passaram pelo projeto, nesta ordem: Frank Jorge (Graforréia Xilarmônica), Wander Wildner, Mano Changes (Comunidade Nin-Jitsu), Duda Calvin (Tequila Baby), Tonho Crocco, Fabrício Beck (Vera Loca), Erico (doyoulike?), Zé Natálio e Pezão (Papas da Língua), Nei Van Soria, Hique Gomez (Tangos e Tragédias), Tchê Gomes (TeNenTe Cascavel e The Polainas) e Gaby (The Polainas), Paulo James e Alexandre Móica (Acústicos & Valvulados), Julia Barth (Os Replicantes e Os Alcalóides), Lucas Cabelo (Identidade) e Luciano Preza (Cartolas), Rafael Malenotti (Acústicos & Valvulados), Adriana Deffenti, Gabriel Azambuja e Rodolfo Kruger (Cachorro Grande), César Oliveira e Rogério Melo, Luciano Albo (TeNenTe Cascavel), Bebeto Alves, Jacques Maciel (Rosa Tattooada), Cris e Fly (Tópaz), Alemão Ronaldo, e na última quinta, Ernesto Fagundes. A agenda de outubro já está disponível e terá: Rafa e Sander, da Chimarruts, dia 07; Fernando Noronha, dia 14; Julio Reny, dia 21; e Nando Endres, da Comunidade Nin-Jitsu, dia 28. Convido todos a comparecerem ao Long Play (Sarmento Leite, 880, Cidade Baixa – Porto Alegre, RS) e assistir aos shows, que têm sido bem divertidos.
Canal do Long Play no You Tube com trechos dos shows que rolam por lá (incluindo o Pop Rock All Stars): http://www.youtube.com/user/longplaybar
Abraços a todos!
Thalisustenido
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Um dos jogos mais emocionantes da história
Final de semana agitadíssimo com comemoração do meu aniversário (23 primaveras) que incluiu apresentação dos alunos do projeto Abrindo Horizontes nas festividades do aniversário da Casa de Cultura Mário Quintana, mais um reencontro alcalóide (André, Guto, Julia, Ramiro e eu relembramos pelo menos umas quinze músicas dos alca, e ainda ficou um monte coisa de fora por falta de tempo) e um trago básico na Cidade Baixa pra fechar a noite. Mas ainda tinha o domingo, pra fechar com chave de ouro. E me mandei pro Gigante da Beira-Rio.
Meu pai, o cunhado dele e o filho, meu irmão mais novo e eu fomos assistir Internacional e Corinthians duelarem em um dos jogos mais emocionantes da história do futebol. Daqueles de ficar na memória, que a gente conta pros filhos e depois pros netos. Já fico me imaginando daqui a alguns anos, contando como foi, como se estivesse narrando quase ao vivo os acontecimentos daquela tarde.
“Pois então, _________ (inserir aqui nome do(a) filho(a)). No dia 26 de setembro de 2010, teu pai presenciou um dos melhores jogos de todos os tempos. Nosso Inter tem um histórico de rivalidade com o Corinthians desde 1976, quando vencemos o Brasileirão em cima deles. Na campanha do nosso título da Copa do Brasil em 1992, passamos por eles em uma das fases, com goleada de 4 a 0 em pleno Pacaembu, acredita? Pois em 2005, nos roubaram um título brasileiro. Uma história triste que prefiro nem contar com detalhes agora, mas o título ficou com eles. E em 2009, nos venceram uma Copa do Brasil dentro do nosso estádio. Eu estive lá, fiquei triste, mas sabia que o futuro reservava boas coisas pro nosso Colorado.
Antes deste 26 de setembro de 2010, havíamos conquistado grandes títulos que incluíam 39 Gauchões, 3 Brasileiros, 1 Copa do Brasil, 1 Recopa Sul-Americana, 1 Copa Sul-Americana, 2 Libertadores e 1 Mundial. Houve muitas partidas épicas. Esta, contra nossos rivais paulistas, não era final de campeonato nem mata-mata. Mas foi jogada e assistida como se fosse. Cheguei ao Beira-Rio faltando pouco mais de uma hora para o início da partida. Instalei-me na arquibancada inferior, perto da mureta, no canto direito das cabines de imprensa, ao lado das torcidas coloradas Camisa 12 e Guarda Popular – que infelizmente, não se entendem. Cada uma canta uma música diferente. Talvez um dia ambas resolvam deixar as diferenças de lado e cantar juntas apenas em prol do Internacional. Antes do jogo, os goleiros entraram em campo para aquecer. Aplausos e gritos de incentivo para o titular Renan e o reserva de luxo, o argentino multi-campeão e pé-quente Pato Abbondanzieri, além do nosso eterno goleirão, o treinador de goleiros Clemer, que neste dia foi condecorado cidadão honorário de Porto Alegre, por serviços prestados à comunidade. E que serviços!
Enfim, os times e o trio de arbitragem entram em campo. Festa para o Rolo Compressor. Vaias antecipadas para o juiz e o time paulista. Quando o alto-falante e o telão anunciam as escalações, aplausos e gritos para todo o time colorado e o técnico Celso Roth. Vaias no anúncio do time do Corinthians – com exceção do Iarley, outra grande figura dos nossos títulos de 2006 e 2007 – e muuuitas vaias pro técnico Adílson Baptista. Hinos no alto-falante – e uma certa vergonha alheia pelo fato de a torcida atropelar o hino nacional cantando o hino rio-grandense. Sou gaúcho e colorado, mas também sou brasileiro. Enfim...
Começa o jogo. Disputado. O Inter melhor, mas o Corinthians é abusado. Depois de alguns lançamentos de perigo e alguns impedimentos, nosso meio-campo acerta o toque e o passo. Tabela rápida entre D’Alessandro e Tinga e o predador colorado adentra a área corintiana livre, dá um toquinho rasteiro e a galera vai à loucura. Gol do Inter! 1 a 0. Logo, má notícia. Tinga sentiu dor muscular e teve que sair do jogo. Edu, que vinha tentando se firmar no time, entrou. E, ao contrário de tantas outras atuações apagadas, buscou jogo junto a D’Alessandro, Giuliano e os laterais Nei e Kleber. O Inter seguia jogando bem, mas começou a dar espaços pro Corinthians, que assustou em chutes de Jorge Henrique – boa defesa de Renan – e Bruno César – cobrança de falta no travessão. Termina o primeiro tempo.
Segundo tempo. Nervoso, mas com o Inter buscando jogo. Leandro Damião, que ainda não havia participado muito da partida, arriscou uma lambretinha pra cima do jogador da Seleção Jucilei. A jogada não deu em nada, mas levantou a torcida. Até Guiñazu, nosso guerreiro, que nunca chuta a gol, quase meteu um golaço de fora da área, sendo muito aplaudido. Lá pelas tantas, nosso volante, Glaydson, que mesmo não sendo craque nem ídolo vinha jogando bem, falhou. Comeu mosca com a bola nos pés no meio de campo, três corintianos deram o bote e lhe roubaram a bola. No contra-ataque, Jorge Henrique recebeu um passe açucarado pelo alto e tocou com estilo, sem chances pro Renan. Belo gol. 1 a 1. Aliás, esse cara tem histórico de fazer gol no Inter. Tá loco... Nervos à flor da pele, torcida adversária se empolgando, torcida da casa cantando e incentivando o time. O Corinthians quase vira, mas Bruno César manda a bola na trave outra vez. Percebendo as dificuldades pela qual passávamos, nosso técnico Celso Roth muda o time. Tira Leandro Damião – que, apesar de ter jogado bem a maioria dos jogos em que foi titular, neste dia estava sem inspiração – e bota Alecsandro, que voltava depois de 45 dias parado por lesão muscular. Tira também Giuliano – outro grande jogador colorado que não estava conseguindo contribuir tanto quanto poderia – e põe Andrezinho, que tem histórico de decidir jogos no segundo tempo.
E não é que deu certo? O Andrezinho fez um cruzamento meia-boca, mas que o zagueiro adversário cortou torto e cedeu escanteio. No desenrolar do lance seguinte, D’Alessandro chamou os corintianos pro baile e mandou um cruzamento cirúrgico na área, que ninguém alcançou, exceto ele: Alecsandro. De peixinho, o artilheiro, tantas vezes contestado, venceu o goleiro Júlio César. Gol do Inter! 2 a 1. Festa na arquibancada. Logo em seguida, o centroavante quase ampliou, mas o goleiro deles tava ligado e salvou. No final da jogada, Edu, de voleio, por pouco não marcou um golaço. Torcida empolgada.
O jogo se encaminhava extremamente tenso pro final. O Corinthians pressionava, o Inter não conseguia tranqüilizar o toque de bola. Agora, uma coisa eu não entendo. Gente que sai do estádio antes do fim, com o placar indefinido. A não ser que haja um bom motivo, pagar ingresso e sair do jogo sem ver o final é um desperdício. E tinha gente saindo. Até me lembrei do grito clássico: “já vai, secador?!” Pois estas pessoas que saíram antes dos 45 minutos perderam um final antológico de um grande jogo.
43 minutos. Bolo na área do Inter. O Renan tenta buscar a bola no meio do entrevero. Não consegue. Paulo André cabeceia. A bola vai em direção ao gol. Até que... Nei, nosso lateral-direito que vinha jogando muito bem, num lance de desespero, fez uma defesa fantástica com a mão, tocando a bola pra fora. Mas, como ele não é goleiro, mão na bola dentro da área é pênalti. O juiz expulsou o cara, que saiu aplaudido pela massa colorada. Tensão no Beira-Rio. A torcida grita “Renan! Renan!”. Bruno César vai pra bola...e acerta. Gol do Corinthians. 2 a 2 aos 45 minutos do segundo tempo. Mãos na cabeça. E agora? Não acredito que não vamos conseguir vencer deles, comentei com meu pai. Mas, como dizem por aí, só acaba quando termina...
O juiz dá mais 4 minutos de acréscimo. O Corinthians vai pra cima. Renan segura a bola e manda pro ataque. É a nossa chance. Alecsandro faz grande jogada, dando chapéu no William e tirando Paulo André do lance, que o acerta com um chute criminoso na entrada da área. Falta clara. O juiz marca, e expulsa o infrator corintiano. Andrezinho e D’Alessandro vão pra bola, e a torcida grita “Vamo, vamo Inter”, como em 2006. Tudo parece parar nesse momento. Um segundo, uma bola que desvia no meio do caminho, uma trave que encosta a dita cuja pro fundo da rede. Um goleiro desolado. Uma torcida enlouquecida. Um jogador que definitivamente é o herói dos momentos finais. Andrezinho: Gol do Inter!!! 3 a 2, no último lance do jogo. Nunca vibrei tanto em um gol que não fosse de título. O jogo acabou logo em seguida e parecia que havíamos ganho um campeonato. Na verdade, ganhamos. O campeonato da honra, a vitória brava, suada e merecida, de um time que nunca desiste, e, apoiado por uma torcida apaixonada, luta até o fim. Um jogo pra ficar na história.”
Fotos por Alexandre Lops - http://www.internacional.com.br
Montagem por Thalis Neckel Miguel
Melhores momentos do jogo na Globo: http://www.youtube.com/watch?v=v63AikbT8Dg
Abraços!
Thalisustenido
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Cinema, política e religião - polêmica à vista
Acabo de ler a notícia de que o filme “Lula – O Filho do Brasil” será o representante brasileiro por uma vaga entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2011. Nas últimas semanas, uma pesquisa popular no site do MinC (Ministério da Cultura) mostrava o filme “Nosso Lar” (adaptação cinematográfica para o famoso livro de Chico Xavier, lançado recentemente nos cinemas de todo o país, que vem fazendo sucesso estrondoso) disparado em primeiro lugar segundo a opinião pública. Em segundo lugar aparecia “Chico Xavier – O Filme” (biografia do médium, outro grande sucesso de bilheteria), e em terceiro lugar o filme “Antes Que o Mundo Acabe” (um orgulho pra mim como aluno da Ângela Gonzaga, que fez a preparação dos atores – sucesso, hein, Ângela!). O resultado final da pesquisa ainda não foi divulgado, mas no dia em que vi o andamento das votações, o filme que conta a história do nosso presidente estava em uma longínqua posição. A notícia de que “Lula – O Filho do Brasil” poderá concorrer ao Oscar vem gerando grande discussão pela internet e na rua. Muitas pessoas dizem que “Nosso Lar” é infinitamente superior a “Lula”, e que tudo se trata simplesmente de politicagem. Outras pessoas acusam estas pessoas de serem “anti-PT”, e o filme é excelente, conta uma história real que merece ser divulgada mundo afora e merece estar na disputa pelo Oscar. Bom, vamos por partes.
Acho difícil que esta escolha tenha sido uma manobra puramente política, mas também não ponho minha mão no fogo pelos integrantes da comissão que elegeu o filme. Assisti o “Nosso Lar”, é um filme incrível, a história é realmente emocionante e nos leva a sempre pertinente reflexão sobre o nosso papel na Terra e o que fazemos com nossa vida. Sou adepto-simpatizante da doutrina espírita, mas sei de muito ateu por aí que achou o filme nota dez também. Infelizmente não assisti ainda ao filme do Lula, gostaria muito de ver. Sempre fui fascinado pela história de vida dele, e durante muito tempo me considerei petista roxo, daqueles que acreditam piamente no partido e até enchem o saco dos outros com isso. Já me meti em muito bate-boca para defender o Lula. Desiludi-me com a política após ver petistas até então de respeito, metidos em casos de corrupção nos últimos anos. Continuo admirando o nosso presidente pela sua ótima gestão que está quase chegando ao final. Não acho que foi um governo perfeito, mas muita coisa boa foi feita. E, partidarismos à parte, a história de luta que cerca a vida de Luis Inácio é mesmo impactante.
Muita gente se baseia em sucesso de bilheteria para medir a qualidade de um filme. Como admirador da sétima arte, eu discordo plenamente. Existem filmes excelentes que não são recordes de bilheteria, não são considerados “clássicos” e nem ganharam Oscar. De cabeça, posso citar pelo menos uns três aqui: “Huckabees – A Vida é uma Comédia”, “Coisas Belas e Sujas” e “Saneamento Básico”. Outros fatos relevantes: é no Brasil que a doutrina espírita tem sua maior parcela de adeptos e simpatizantes. Chico Xavier é uma das pessoas mais queridas da História brasileira – talvez até da História mundial. O livro “Nosso Lar” é o maior sucesso da bibliografia de Chico Xavier, muita gente sempre sonhou em ver essa história no cinema. Provavelmente, pela primeira vez no cinema brasileiro, temos um filme tão bem produzido em termos de cenário. A tecnologia utilizada em “Nosso Lar” é digna de um filme hollywoodiano. Juntando-se todos esses elementos, era evidente que o filme seria um sucesso estrondoso. Outra coisa: não se vê por aí protestos contra a doutrina espírita, não há nenhuma polêmica degradante como as que costumamos ver por aí que envolvem outras religiões: casos de padres pedófilos, pastores evangélicos que desviam dinheiro, etc. Não cabe aqui dizer qual crença é “a certa”. Eu creio no respeito a todos, e que cada um se sinta bem acreditando naquilo que lhe faz bem.
No caso da política, é um campo que já está saturado há muito tempo. O brasileiro já é traumatizado nesse quesito. A corrupção existe a tanto tempo, que nunca haverá um político que seja unanimidade por aqui. O governo do presidente Lula e a sua pessoa têm alto índice de aprovação da população brasileira. Porém, a insatisfação de muitos brasileiros com questões aqui e ali (convenhamos, o ser humano é individualista por natureza, pode estar tudo bem, mas se algo na sua vida pessoal ou profissional não estiver bem, a culpa é do governo!), somada a seguidos escândalos de corrupção envolvendo diversos partidos (tanto do governo quanto da oposição), uma imprensa de direita que bate no Lula desde a década de 1980, ajudou a frear a popularidade do filme sobre a biografia do presidente. Política e cinema é uma união sempre polêmica. Podiam fazer filmes sobre Leonel Brizola, Getúlio Vargas, Fernando Collor, Roberto Jefferson, Alceu Collares, Tarso Genro, Severino Cavalcante, ACM, etc. Independente da história, seria polêmico de qualquer jeito. A Globo ter feito minisséries sobre a Revolução Farroupilha e o presidente Juscelino Kubitschek já gerou discussão por aí, não seria diferente com Lula.
Não tenho como analisar e fazer uma comparação entre os dois filmes, pois não assisti a “Lula – O Filho do Brasil”. Porém, se deixarmos preferências religiosas e políticas de lado, temos duas belas histórias reais contadas na tela. Da mesma maneira que muita gente deixou a preferência musical de lado, assistiu “Dois Filhos de Francisco” e achou legal. Eu achei ótimo o filme, mesmo não sendo fã da dupla Zezé di Camargo e Luciano.
Sei que é difícil opinar sobre um assunto de forma totalmente imparcial, mas é importante não tentarmos enfiar goela abaixo dos outros nossa opinião. Se tanto um filme quanto o outro merecem estar na disputa pelo Oscar, não há tanto assim o que discutir. Podemos nos mirar nos bons exemplos dos protagonistas dos dois filmes e procurar ter atitudes que melhorem nosso bem-estar e das pessoas a nossa volta. Se há pontos negativos na história de André Luiz e Lula, façamos a reflexão sobre o que podemos fazer diferente. O importante mesmo é ser feliz – e permitir e aceitar que os outros também sejam, não importa a crença, preferência política, filosofia de vida, opção sexual, gosto musical, etc. O respeito, a reflexão e o livre-arbítrio são realmente fundamentais.
Abraços,
Thalis
Realizando mais um sonho
Muito bom dia!
Hoje estarei realizando um sonho que tenho desde que eu tinha, sei lá, uns 15 anos de idade: assistir a um show do Toy Dolls. Pra quem não sabe, o Toy Dolls é uma banda de punk rock inglesa que existe desde 1979. Diversos músicos já passaram pela banda, sendo que o único integrante da formação original que está até hoje na banda é o vocalista e guitarrista Michael Algar, mais conhecido como Olga. Pode-se dizer, sem medo de falar besteira, que o Olga revolucionou a música punk, com um estilo de cantar bastante peculiar e uma técnica impressionante na guitarra. Na minha singela opinião, ele é um dos maiores guitarristas da história do rock n' roll. O cara toca muito mesmo e ao vivo a performance é ainda mais impressionante - e digo isso baseado apenas em vídeos que assisti e no depoimento de quem já viu a banda ao vivo. Quem ouve e vê de primeira, pensa que a banda é uma palhaçada, mas os caras levam realmente a sério aquilo que fazem, e, podem acreditar, as letras não são um monte de bobagens. Na verdade, esse é outro lance que eu acho incrivelmente bacana no Toy Dolls: eles cantam histórias e falam sobre temas cotidianos e muitas vezes coisas sérias, mas de um jeito tão descontraído, com uma levada empolgante, que só dá vontade de dançar (pogar*, no caso) e cantar junto. Baita banda! É hoje!
*pogo: dança punk, que consiste em jogar os braços e pernas pra frente e pra trás, como se estivesse chutando algo. Dá pra dançar sozinho e em grupo, nas chamadas rodas punk (sempre tem um engraçadinho metido a violento que acha que é só sair batendo em todo mundo, mas o lance não é esse!).
Daí eu fiquei pensando: quantas e quantas vezes eu já não desembolsei uma grana pra realizar o sonho de ver uma banda ao vivo? Assim, de cabeça, me lembro do show do Red Hot Chili Peppers no Gigantinho em 2002, Sepultura (três vezes, 2002, 2003 e 2004 se não me engano), Raimundos (três vezes também, 2002, 2009 e 2010), Tequila Baby (vááárias vezes entre 2002 e 2009), Replicantes (váárias vezes também entre 2003 e 2009), NOFX (duas vezes no Pepsi On Stage, 2006 e 2010), Metallica (2010, no parque da lama heheuehe), Faith No More no Pepsi On Stage em 2009, Mukeka Di Rato (umas quatro vezes), Titãs (2001 no Gigantinho e 2009 em Muçum), Cascavelletes na Fiergs em 2007, Mutantes no Bourbon Country em 2010, Iron Maiden no Gigantinho em 2008. Bah, fora os shows que trabalhei com um sorrisão no rosto: Buzzcocks no Opinião em 2007 (como roadie d'Os ToRto), e abertura dos shows do Circle Jerks e do Mukeka Di Rato com a Tommis Atacantes em 2009. Olha, deve ter mais mas agora não me lembro. Com certeza vale a pena fazer um esforço pra presenciar ao vivo o que já é legal ver na telinha. É a mesma coisa no futebol. Prefiro muito mais ir ao Beira-Rio ver meu Colorado jogar do que ver na TV ou (haja coração) ouvir no rádio. Foi até por isso que eu me associei ano passado, pra não perder os jogos decisivos. Mas isso é assunto pra outro momento...
Bom, pra quem não conhece o Toy Dolls vão aí alguns vídeos. Pra quem conhece e vai no show, vale o aquecimento.
Dig That Groove Baby
Nellie The Elephant
Glenda & The Test Tube Baby [Live in 1984]
Drooling Banjos (esse é GENIAL!!)
Fisticuffs In Frederick Street (Ao Vivo no João Gordo 2006)
Abraços, e até mais!
Thalisustenido
Hoje estarei realizando um sonho que tenho desde que eu tinha, sei lá, uns 15 anos de idade: assistir a um show do Toy Dolls. Pra quem não sabe, o Toy Dolls é uma banda de punk rock inglesa que existe desde 1979. Diversos músicos já passaram pela banda, sendo que o único integrante da formação original que está até hoje na banda é o vocalista e guitarrista Michael Algar, mais conhecido como Olga. Pode-se dizer, sem medo de falar besteira, que o Olga revolucionou a música punk, com um estilo de cantar bastante peculiar e uma técnica impressionante na guitarra. Na minha singela opinião, ele é um dos maiores guitarristas da história do rock n' roll. O cara toca muito mesmo e ao vivo a performance é ainda mais impressionante - e digo isso baseado apenas em vídeos que assisti e no depoimento de quem já viu a banda ao vivo. Quem ouve e vê de primeira, pensa que a banda é uma palhaçada, mas os caras levam realmente a sério aquilo que fazem, e, podem acreditar, as letras não são um monte de bobagens. Na verdade, esse é outro lance que eu acho incrivelmente bacana no Toy Dolls: eles cantam histórias e falam sobre temas cotidianos e muitas vezes coisas sérias, mas de um jeito tão descontraído, com uma levada empolgante, que só dá vontade de dançar (pogar*, no caso) e cantar junto. Baita banda! É hoje!
*pogo: dança punk, que consiste em jogar os braços e pernas pra frente e pra trás, como se estivesse chutando algo. Dá pra dançar sozinho e em grupo, nas chamadas rodas punk (sempre tem um engraçadinho metido a violento que acha que é só sair batendo em todo mundo, mas o lance não é esse!).
Daí eu fiquei pensando: quantas e quantas vezes eu já não desembolsei uma grana pra realizar o sonho de ver uma banda ao vivo? Assim, de cabeça, me lembro do show do Red Hot Chili Peppers no Gigantinho em 2002, Sepultura (três vezes, 2002, 2003 e 2004 se não me engano), Raimundos (três vezes também, 2002, 2009 e 2010), Tequila Baby (vááárias vezes entre 2002 e 2009), Replicantes (váárias vezes também entre 2003 e 2009), NOFX (duas vezes no Pepsi On Stage, 2006 e 2010), Metallica (2010, no parque da lama heheuehe), Faith No More no Pepsi On Stage em 2009, Mukeka Di Rato (umas quatro vezes), Titãs (2001 no Gigantinho e 2009 em Muçum), Cascavelletes na Fiergs em 2007, Mutantes no Bourbon Country em 2010, Iron Maiden no Gigantinho em 2008. Bah, fora os shows que trabalhei com um sorrisão no rosto: Buzzcocks no Opinião em 2007 (como roadie d'Os ToRto), e abertura dos shows do Circle Jerks e do Mukeka Di Rato com a Tommis Atacantes em 2009. Olha, deve ter mais mas agora não me lembro. Com certeza vale a pena fazer um esforço pra presenciar ao vivo o que já é legal ver na telinha. É a mesma coisa no futebol. Prefiro muito mais ir ao Beira-Rio ver meu Colorado jogar do que ver na TV ou (haja coração) ouvir no rádio. Foi até por isso que eu me associei ano passado, pra não perder os jogos decisivos. Mas isso é assunto pra outro momento...
Bom, pra quem não conhece o Toy Dolls vão aí alguns vídeos. Pra quem conhece e vai no show, vale o aquecimento.
Dig That Groove Baby
Nellie The Elephant
Glenda & The Test Tube Baby [Live in 1984]
Drooling Banjos (esse é GENIAL!!)
Fisticuffs In Frederick Street (Ao Vivo no João Gordo 2006)
Abraços, e até mais!
Thalisustenido
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Abrindo os trabalhos
Eita nóis! Novo espaço então para divagar - sobre qualquer assunto que me venha à cabeça - e divulgar - textos, bandas, músicas, eventos, ideias, etc.
Pois bem. Na semana do meu aniversário, estou arquitetando uma nova reunião dos Alcalóides. Sim, os Alcalóides! Para quem nunca ouviu falar, um breve resumo (quem já conhece e não faz questão de ler a história da banda, pode ir direto para o último parágrafo):
Os Alcalóides nasceram em 1998, tendo em sua formação original a vocalista e atriz Julia Barth, os guitarristas e canários Gustavo Herscovitz e Ramiro Calheiros, o baixista e também canário André Van Krause e o super baterista Rafael Heck. Com uma mistura de punk rock com ska, jazz, psicodelia, bossa nova, hardcore, dodecafonismo e o que mais surgisse de ideias, Os Alcaloides iniciaram sua trajetória no Cap em Show, festival anual de bandas do Colégio Aplicação, onde Julia e Ramiro estudavam. Com cerca de 20 músicas compostas - e executadas ao vivo - e outras 40 em andamento, o talentoso grupo realizou shows em diversas casas de show de Porto Alegre e arredores, como Garagem Hermética, Área 51, Araújo Viana, Teatro de Elis, Ocidente, Dr. Jekyll, e por aí vai. Participaram das coletâneas Sons e Tons e Garagem Hermética Punk Hits, com clássicos como "Aonde Estão os Dead Kennedys?".
Em 2002, o baixista André deixou a banda, e foi substituído por Eduardo "Tatata" Vargas, ex-Stratopumas. Em 2003, a banda gravou seu primeiro disco, com produção de Thomas Dreher e Frank Jorge. Esse disco, apesar de ter sido concluído, nunca foi lançado, pois em 2004 a banda encerrou suas atividades. Julia foi se dedicar à carreira de atriz, Guto à sua banda Os ToRto (onde é baixista e vocalista até hoje), Ramiro se afastou da música e foi buscar novos ares, André estava tocando na Dexter Sinister, Tatata foi morar em São Paulo e Rafael, que tocava n'Os ToRto, foi tocar na Tequila Baby.
Em 2005, numa aparição surpresa, com Davi Pacote (baterista substituto do Rafa n'Os ToRto) e Pedro Petracco (então na Dexter Sinister, hoje nos Cartolas) se revezando na bateria, André, Julia e Guto se reuniram para tocar alguns sons dos Alcalóides no aniversário da Julia no Ocidente. No final do mesmo ano, após dois shows cover de Dead Kennedys realizados com Thalis Miguel (eu mesmo, então baterista da RIP 44), o trio decidiu voltar com os Alcalóides. Thalis foi efetivado na bateria, e os Alcalóides, agora como um quarteto, voltaram às atividades, realizando shows no Dr. Jekyll, Beco, Mosh, entre outros lugares. Em 2007, a banda iniciou a gravação de um novo cd, que até agora não foi concluído.
Em 2008 entrou para a banda a guitarrista Kellen Z (também vocalista da Dexter Sinister), e no ano de comemoração dos dez anos de Alcalóides, a banda realizou diversos shows, em festivais como B.I.L., Gig Rock e Morrostock. Porém, em 2009 a banda parou novamente, entrando em estado de hibernação. Cada um seguiu seu caminho: Julia como vocalista dos Replicantes, Guto como professor de História e eterno ToRto, André como bancário e baixista dos Fantomáticos, Thalis como estudante, baterista da Chespiritos e guitarrista da Tommis Atacantes e Kellen como estudante e designer.
Pois bem, 2010 chegou, e com ele a vontade de relembrar os bons tempos. No aniversário do Guto, no primeiro semestre, a banda realizou uma reunião com quase todos os integrantes que já passaram pela banda, menos a Kellen que não pôde ir. Tocamos durante quatro horas em estúdio, revezando os integrantes e se divertindo como há tempos não acontecia. Essa semana, no meu aniversário, realizaremos uma nova reunião. Alguns já confirmaram, outros ainda não. Mas a ideia é, se não é possível voltar de vez com a banda, podemos de vez em quando relembrar esse grupo maravilhoso que é Os Alcalóides. E, podem ter certeza, uma hora dessas vai rolar um show, seja lá qual for a formação.
Vídeos da banda (procure mais no You Tube que tem):
Novíssima Rebelde (clipe, 2008): http://www.youtube.com/watch?v=RTozbYaJmP4
Cafeína (Papo Clip, na TVCom, 2008): http://www.youtube.com/watch?v=AeTYdzPfGJU
Os Parafusos Não São Legais (Radar, na TVE, 2008): http://www.youtube.com/watch?v=mbXI99FYVNQ&feature=related
Abraços!
Thalisustenido
Pois bem. Na semana do meu aniversário, estou arquitetando uma nova reunião dos Alcalóides. Sim, os Alcalóides! Para quem nunca ouviu falar, um breve resumo (quem já conhece e não faz questão de ler a história da banda, pode ir direto para o último parágrafo):
Os Alcalóides nasceram em 1998, tendo em sua formação original a vocalista e atriz Julia Barth, os guitarristas e canários Gustavo Herscovitz e Ramiro Calheiros, o baixista e também canário André Van Krause e o super baterista Rafael Heck. Com uma mistura de punk rock com ska, jazz, psicodelia, bossa nova, hardcore, dodecafonismo e o que mais surgisse de ideias, Os Alcaloides iniciaram sua trajetória no Cap em Show, festival anual de bandas do Colégio Aplicação, onde Julia e Ramiro estudavam. Com cerca de 20 músicas compostas - e executadas ao vivo - e outras 40 em andamento, o talentoso grupo realizou shows em diversas casas de show de Porto Alegre e arredores, como Garagem Hermética, Área 51, Araújo Viana, Teatro de Elis, Ocidente, Dr. Jekyll, e por aí vai. Participaram das coletâneas Sons e Tons e Garagem Hermética Punk Hits, com clássicos como "Aonde Estão os Dead Kennedys?".
Em 2002, o baixista André deixou a banda, e foi substituído por Eduardo "Tatata" Vargas, ex-Stratopumas. Em 2003, a banda gravou seu primeiro disco, com produção de Thomas Dreher e Frank Jorge. Esse disco, apesar de ter sido concluído, nunca foi lançado, pois em 2004 a banda encerrou suas atividades. Julia foi se dedicar à carreira de atriz, Guto à sua banda Os ToRto (onde é baixista e vocalista até hoje), Ramiro se afastou da música e foi buscar novos ares, André estava tocando na Dexter Sinister, Tatata foi morar em São Paulo e Rafael, que tocava n'Os ToRto, foi tocar na Tequila Baby.
Em 2005, numa aparição surpresa, com Davi Pacote (baterista substituto do Rafa n'Os ToRto) e Pedro Petracco (então na Dexter Sinister, hoje nos Cartolas) se revezando na bateria, André, Julia e Guto se reuniram para tocar alguns sons dos Alcalóides no aniversário da Julia no Ocidente. No final do mesmo ano, após dois shows cover de Dead Kennedys realizados com Thalis Miguel (eu mesmo, então baterista da RIP 44), o trio decidiu voltar com os Alcalóides. Thalis foi efetivado na bateria, e os Alcalóides, agora como um quarteto, voltaram às atividades, realizando shows no Dr. Jekyll, Beco, Mosh, entre outros lugares. Em 2007, a banda iniciou a gravação de um novo cd, que até agora não foi concluído.
Em 2008 entrou para a banda a guitarrista Kellen Z (também vocalista da Dexter Sinister), e no ano de comemoração dos dez anos de Alcalóides, a banda realizou diversos shows, em festivais como B.I.L., Gig Rock e Morrostock. Porém, em 2009 a banda parou novamente, entrando em estado de hibernação. Cada um seguiu seu caminho: Julia como vocalista dos Replicantes, Guto como professor de História e eterno ToRto, André como bancário e baixista dos Fantomáticos, Thalis como estudante, baterista da Chespiritos e guitarrista da Tommis Atacantes e Kellen como estudante e designer.
Pois bem, 2010 chegou, e com ele a vontade de relembrar os bons tempos. No aniversário do Guto, no primeiro semestre, a banda realizou uma reunião com quase todos os integrantes que já passaram pela banda, menos a Kellen que não pôde ir. Tocamos durante quatro horas em estúdio, revezando os integrantes e se divertindo como há tempos não acontecia. Essa semana, no meu aniversário, realizaremos uma nova reunião. Alguns já confirmaram, outros ainda não. Mas a ideia é, se não é possível voltar de vez com a banda, podemos de vez em quando relembrar esse grupo maravilhoso que é Os Alcalóides. E, podem ter certeza, uma hora dessas vai rolar um show, seja lá qual for a formação.
Vídeos da banda (procure mais no You Tube que tem):
Novíssima Rebelde (clipe, 2008): http://www.youtube.com/watch?v=RTozbYaJmP4
Cafeína (Papo Clip, na TVCom, 2008): http://www.youtube.com/watch?v=AeTYdzPfGJU
Os Parafusos Não São Legais (Radar, na TVE, 2008): http://www.youtube.com/watch?v=mbXI99FYVNQ&feature=related
Abraços!
Thalisustenido
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